Confiança e parceria

Ao longo do processo eleitoral várias pessoas me perguntavam por que eu estava apoiando a candidatura do Melo. Sem pestanejar sempre reafirmei que o meu apoio ao Melo estava baseado numa firme e sólida parceria firmada ao longo dos últimos quatro anos de mandato onde ele foi um vice ativo, presente e colaborativo. Sempre acreditei que o mais importante nas relações políticas (e mesmo pessoais) tem que levar em consideração os elos de confiança e de parceria que são construídas especialmente nos momentos mais delicados e difíceis da nossa caminhada. Não apoiei o Melo por ele pertencer a um determinado partido, mas pela sua postura, visão de sociedade e dedicação à causa pública.

Não obtivemos um êxito eleitoral, mas uma reflexão das causas nos ajuda a compreender o processo e a pensar o futuro. Enfrentamos um processo eleitoral na maior crise econômica após o “crash” de 1929 com mais de 12 milhões de desempregados e uma queda brutal no repasse dos recursos dos Governos Federal e Estadual para os municípios. A crise do Governo Federal atingiu em cheio Porto Alegre, pois o volume de recursos que deveriam ser repassados para a prestação de serviços terminou diminuindo assustadoramente. Exemplo é o que tivemos na área da Saúde com a diminuição de R$ 65 milhões de reais para cobrirmos o atendimento do SUS. Além disso, os serviços de saúde do interior do Estado também entraram em colapso. Somente na cidade de Canoas foram fechados 104 leitos hospitalares. O Hospital de Charqueadas fechou as suas portas, bem como o de Rio Grande. O Hospital de Montenegro deixou de atender as chamadas “especialidades”, entre tantos outros casos que atingiram os serviços de saúde das cidades do interior. A consequência disso foi um aumento substancial de pacientes do interior buscando o serviço de saúde na cidade de Porto Alegre. A chamada “ambulancioterapia” foi ainda mais incrementada. Segundo a “Contratualização” que temos com os Governos Federal e Estadual a cidade de Porto Alegre deveria atender 60% dos usuários do SUS da própria Capital e 40% de pacientes do interior do Estado. Neste momento, por exemplo, estamos atendendo 65% de pacientes do interior e 35% de pacientes da Capital na “alta complexidade”.

Isto criou a corrente da “renovação” que acabou derrotando nas urnas prefeitos e aliados em cidades como Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte ou aqui em Canoas e Caxias do Sul.

Além do mais, em função da grave crise financeira que atinge o Governo do Estado levando ao parcelamento dos salários dos servidores e a falta de recursos para a contratação de mais profissionais na área da segurança estamos vivendo um dos mais graves momentos de insegurança no nosso Estado que atinge em cheio a Capital de todos os gaúchos. Este tema foi amplamente utilizado pela campanha do Prefeito Eleito Nelson Marchezan. Durante um ano insisti para a vinda da “Força de Segurança Nacional” por compreender que deveríamos buscar apoio para o trabalho da nossa aguerrida Brigada Militar e Polícia Civil.

As obras retiradas da gaveta depois de muitos anos (a av. Tronco está planejada desde 1961, como exemplo) e colocadas na vida real da cidade para a sua modernização não tem encontrado uma reflexão serena sobre as reais causas no atraso da sua entrega (protestos, desapropriações judiciais, não repasse de recursos por parte do Governo Federal, rochas, decisões da Infraero, licitações desertas para a construção de moradias, etc.,etc.) o que também impactou negativamente na candidatura do Melo.

Tenho a convicção de que apesar do revés eleitoral o vice-prefeito Sebastião Melo sai deste processo plenamente fortalecido como um homem público preocupado com a sua cidade e com a causa pública.

Investimentos garantidos para o futuro da Cidade

 

Um prefeito não pode pensar a cidade somente olhando para o seu mandato. É preciso olhar mais longe, pensar no que é melhor para o futuro de Porto Alegre. Ontem, após três anos de muito trabalho, conseguimos a aprovação por unanimidade no Senado do projeto que prevê a captação de U$ 92 milhões para a qualificação urbana da nossa Capital. Para 2016, serão aplicados cerca de U$ 35 milhões na revitalização da Orla, para atender demandas do Orçamento Participativo, para investimentos em tecnologia da informação e para melhorar o capeamento de diversas ruas. O próximo prefeito encontrará projetos e orçamentos de U$ 57 milhões para revitalizar a Rua da Praia, a Rua Uruguai, a Usina do Gasômetro e obras do OP. Quero agradecer o apoio dos senadores gaúchos, Ana Amélia Lemos, Lasier Martins e Senador Paulo Paim, que foram fundamentais para esta grande vitória de Porto Alegre.

Domingo de manifestações e respeito para fortalecer a democracia

Neste domingo, a Câmara dos Deputados aprovou mais uma etapa do processo de impeachment que agora vai ao Senado Federal. As pessoas foram às ruas, vestindo as cores de sua manifestação, com o respeito necessário para a cidadania e fortalecendo o estado democrático de direito, a cidade e o país.

 

O desejo de melhorar o país passa por respeitar todas as diferenças.

Nesta tarde, todo o Brasil estará com a atenção voltada para Brasília, onde os Deputados Federais estarão votando o processo de impeachment da presidente Dilma. Independente da posição, que as manifestações aconteçam de forma pacífica, respeitando as diferenças existentes e reforçando mais uma vez a democracia em Porto Alegre como ponto nodal na construção da nossa cidade e de um país melhor.

Que as manifestações pró e contra o impeachment sejam livres e respeitosas

No próximo domingo, a Câmara dos Deputados em Brasília estará discutindo o impeachment da presidente Dilma, um momento extremamente importante para o país, complexo e especialmente tenso. Porto Alegre tem histórico de convivência pacífica e respeitosa, e isto que desejo a todos, que as manifestações aconteçam de forma livre, aberta e democrática, com o devido respeito a quem pense de forma diferente, e que a cima de tudo, prevaleça o desejo de um país melhor.

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