INOVAÇÃO PARA UM FUTURO MELHOR*
A participação da prefeitura de Porto Alegre na missão ao Vale do Silício, na Califórnia (EUA), reafirma a vocação da cidade para a inovação, seja ela no campo social ou no de desenvolvimento econômico. O início oficial será na próxima quarta-feira, 22, e, entre as atividades a serem cumpridas pelo grupo de autoridades municipais, das universidades, de empresários e da imprensa local, estão as reuniões de apresentação da cidade para lideranças empresariais inovadoras, com as de San Francisco Park, Jay Primu, Stella&Dot, Global Innovation Summit, Singularity University, Linkedin, Google e Laboratório de Pesquisas da IBM. No dia 23, proferiremos Aula Magna na Universidade de Stanford, localizada no coração do Vale do Silício. O foco será o Orçamento Participativo (OP), que serviu de referência para cidades como Nova York e Chicago.

São resultados esperados pela missão: tornar Porto Alegre um portal de entrada para empresas inovadoras de tecnologia e informação, universidades e outras instituições dos EUA que queiram trabalhar no Brasil e na América Latina, além de transformar a cidade num polo difusor e receptor de inovação, contribuindo para que sejamos reconhecidos mundialmente como polo de Economia Criativa. Um passo importante para que o cenário local seja atrativo aos investidores é a Lei da Inovação, que encaminhamos na segunda-feira, 13, à Câmara de Vereadores e que se constituirá em instrumento para oferecer incentivos às empresas que desejarem aqui se instalar.
A missão é organizada pelo Cite, um grupo de visionários e empreendedores locais que usa a sigla do projeto Comunidade, Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo para encontrar soluções inteligentes aos problemas da cidade e fazer dela um lugar melhor para se viver. Cabe ao poder público, mais do que a sensibilidade para acolher as sugestões, assumir junto o protagonismo. Integrar o projeto macro desde sua origem, formando parcerias, agregando valor às políticas públicas e fortalecendo as iniciativas como um todo, é o que move e anima a administração municipal, neste momento, ao participar da missão que busca um futuro melhor para a Capital de todos os gaúchos.
É importante destacar que não é de hoje que Porto Alegre se insere no cenário mundial através de redes de governos locais como a Mercocidades, a Metrópolis e a Urbal, ou por práticas e iniciativas que projetaram internacionalmente a cidade, como o OP, o Fórum Social Mundial e o Congresso Mundial de Cidades. Mais recentemente Porto Alegre e São Paulo foram as únicas cidades brasileiras selecionadas para participar na China da Expo Xangai 2010. No ano passado, conquistamos em Nova York a láurea de Cidade Inteligente, num projeto da IBM, que terá como benefícios o aporte de mais inovações para o já consolidado processo do OP.
*Artigo publicado na edição desta sexta-feira, 17, na editoria de opinião do jornal Zero Hora.
WELCOME TO PORTO ALEGRE
Recebi esse vídeo hoje por e-mail e decidi dividir com vocês por aqui. Espero que gostem! Ah, parabéns ao Colégio Farroupilha pela iniciativa!
PORTO ALEGRE NA FRENTE*
Ao assumirmos a presidência da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), com o companheiro Fernando Haddad, de São Paulo, na vice-presidência, reafirmamos as bandeiras que irão nortear nossa gestão e que atendem aos interesses e necessidades das capitais e dos demais municípios integrantes da entidade.
A principal delas diz respeito à repactuação da divisão dos recursos públicos arrecadados nas três esferas de governo, uma vez que é nas cidades onde a vida acontece, mas nossos municípios estão cada mais onerados em termos de obrigações, enquanto escasseiam, na mesma medida, os repasses. Essa é uma questão urgente a ser enfrentada, pois a situação está se tornando insustentável para grande número de municípios em todos os Estados brasileiros. Não é choro, é realidade.
Otimizar receitas e reduzir despesas é a meta de todo gestor público e, nesse sentido, temos alguns desafios claramente definidos a serem equacionados, entre eles a redução do custo da dívida dos municípios com a União, instituição de programa de ajuste fiscal para os municípios, retomada da questão do pagamento dos precatórios e atualização da Lei das Licitações.
Para melhorar a vida dos cidadãos, vamos intensificar nossos esforços em busca da redução do custo da tarifa dos transportes públicos através da desoneração fiscal para o segmento, do que já estamos tratando, com boa receptividade, junto ao governo federal. Propomos também a ampliação dos investimentos em saúde, que implica a contratação de mais profissionais para a melhoria do atendimento à população, especialmente nas cidades do interior, ao mesmo tempo em que entendemos ser necessário o estabelecimento de um novo prazo na Lei dos Resíduos Sólidos para o fim dos lixões.
Todas essas demandas e outras que possam vir a dificultar as administrações municipais serão tratadas levando-se em conta sempre o fortalecimento do diálogo federativo. As sinalizações positivas que temos recebido para promovermos uma interlocução firme e propositiva, mas sempre em alto nível, nos estimulam ainda mais na defesa das demandas e na compreensão das aflições dos companheiros que estão lá na ponta, sofrendo com a pressão por mais e melhores serviços, mas com orçamentos cada vez mais apertados.
Esse quadro adverso, entretanto, não inibe o orgulho que estamos sentindo neste momento diante da missão que nos é confiada, um orgulho que decorre da certeza de que estamos bem representando nossa Porto Alegre, referência em gestão pública em várias áreas de atuação. Estamos convencidos também de que este é o momento para reiterarmos o nosso entendimento quanto às relações federativas: municípios fortalecidos significam Brasil mais forte.
*Artigo publicado na edição desta sexta-feira, 26, na editoria de opinião do jornal Zero Hora.
CARLOS VILLAGRÁN E A COPA DE 2014
Convidei o ator Carlos Villagrán (foto), do seriado “Chaves”, para ajudar a divulgar a nossa cidade para a Copa do Mundo. Logo alguns passaram a ridicularizar o convite como se se tratasse de algo absurdo.
Para os que não sabem o seriado Chaves é ainda hoje um dos mais assistidos em todo o mundo, especialmente nos países da América do Sul. Villagrán, que interpreta o personagem “Kiko”, é um amante do futebol, adora o futebol brasileiro, torceu pela seleção canarinho na Copa do México e, como prova deste amor, deu o nome ao seu segundo filho de Édson, em homenagem ao Pelé, pois o nascimento foi em meio à Copa de 70.
O ator protagonizou o filme de maior bilheteria do cinema mexicano, “El Chanfle”, no qual interpretava um centroavante que jogava no América do México, chamado Valentino. E o personagem “Kiko” era um aficionado pelo futebol.
Os que tentam ridicularizar a iniciativa desconhecem a história de Villagrám e, com os preconceitos usuais dos “caranguejos”, tentam minimizar o ator de comédias mexicanas porque, talvez, estejam habituados a somente assistir aos “grandes clássicos do cinema”.
A imagem altamente conhecida do ator e seu personagem, já está auxiliando na projeção positiva da nossa cidade. Agora, Villagran se soma uma lista de personalidades que já conta com nomes como o ex-jogador Elias Figueroa, a Miss Brasil Gabriela Markus, o ex-árbitro Carlos Simon, entre outros.
FESTA DAS CORES
Estamos assistindo a um verdadeiro absurdo no Parque Marinha do Brasil e na região da orla neste domingo.
A prefeitura de Porto Alegre liberou o espaço para a realização de uma atividade esportiva e de lazer que ocorreu nesta manhã na Capital. Porém, agora, pós evento, usuários dessas áreas da cidade estão se deparando com enormes depósitos de tinta em pó espalhados pelo Parque, Orla e chegando até a avenida Beira Rio. Para piorar, a própria empresa contratada para fazer a limpeza do local está reconhecendo as dificuldades para fazer o trabalho.
A Prefeitura, que emprestou o local para as atividades, foi surpreendida com essa agressão ao meio ambiente. A partir de hoje, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM) irão providenciar a limpeza do local e amanhã a Procuradoria Geral do Município (PGM) vai procurar a empresa responsável para apurar as responsabilidades e determinar a reparação dos danos.
DESAFIOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL*
A Capital dos gaúchos orgulha-se do seu pioneirismo nas iniciativas em defesa do meio ambiente. Foi a primeira cidade do país a criar uma secretaria municipal do meio ambiente para implantar e fomentar as políticas públicas que tratam dessa importante questão. Desde então, Porto Alegre tem ampliado suas ações, garantindo em cada passo o desenvolvimento futuro de forma sustentável. As afirmativas se amparam em inúmeros exemplos. Contamos com um número invejável de áreas verdes: são 609 praças, nove parques, três unidades de conservação e 51 túneis verdes, além de mais de 1,3 milhão de árvores plantadas em vias públicas.
O pioneirismo na coleta e reciclagem de resíduos sólidos fez de Porto Alegre referência nacional. A Capital também foi a primeira a implantar o moderno sistema de coleta automatizada por contêineres. Outro avanço é o Programa de Inclusão Produtiva que prevê a retirada gradativa de carroças e carrinhos da cidade.Vale destacar outra iniciativa pioneira: a criação da Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda), que se consolida com importantes ações de cuidados com os animais e de saúde pública.
Estamos executando a maior obra de saneamento já realizada na história da cidade, o Projeto Integrado Socioambiental, o Pisa, que vai permitir o tratamento de mais de 80% do esgoto da cidade, superando as metas estabelecidas pela ONU para o período. Agora as atenções se voltam mais fortemente para a recuperação do Arroio Dilúvio, que cruza a cidade com seus 17,6 quilômetros, e para isso contamos com a cooperação da UFRGS e da PUC. O Projeto Orla logo começa a sair do papel e, associado ao de revitalização do Cais Mauá, terá grande impacto sobre o meio ambiente, especialmente na região central.
A preocupação com a sustentabilidade se expressa ainda no incentivo ao uso da bicicleta, não apenas para lazer e esporte, mas como meio de transporte. Até o próximo ano, a cidade terá mais de 40 quilômetros de ciclovias integradas. O sistema de ônibus rápido, o BRT, em implantação, contará com veículos que contribuirão efetivamente para a redução da emissão de poluentes, além de representar melhoria no transporte público.
Além disso, a Capital dos gaúchos está inserida nas ações que visam à mitigação das mudanças climáticas, integrando o Programa Cidades Sustentáveis, criado pelo Instituto Ethos e outras instituições. Na mesma linha, uma parceria com a cidade do Rio de Janeiro vai viabilizar a implantação de uma Política Climática Municipal e elaborar o inventário de emissões de gases de efeito estufa em nosso território.
Chegamos a esse estágio graças aos firmes propósitos das administrações municipais ao longo dos anos, aliados à consciência ecológica que permeia nossa gente. O recente episódio do corte de algumas espécies exógenas (não originárias de nosso ambiente) para a duplicação de parte da avenida Beira Rio revelou o poder de mobilização de determinados segmentos e produziu um debate esclarecedor, no qual o poder público mostrou a correção de seus atos, além de garantir o plantio de mais de 400 espécies nativas como compensação às árvores que precisam ser retiradas. Parte das novas árvores se somam as mais de duas mil a serem plantadas apenas pára o entorno da avenida Beira-Rio O caso reforça nossa compreensão sobre o desenvolvimento dos aglomerados urbanos. Estamos perfilados com os que entendem que o crescimento de uma cidade não pode ser feito à custa de um passivo às gerações futuras, mas, sim, de forma sustentável, legando qualidade de vida à população, agora e sempre.
* Artigo publicado na edição desta segunda-feira, 26, na editoria de Opinião do Jornal do Comércio.
BAILE DA CIDADE
Algumas pessoas reclamaram que rompemos com uma “tradição” ao mudar o local do Baile da Cidade para a prainha da Usina do Gasômetro. Nesse sentido, é importante que todos saibam que a mudança atendeu a um parecer técnico do Meio Ambiente que destaca os inúmeros prejuízos ao Parque Farroupilha com a realização do baile naquele local:
- O transporte de equipamentos pesados (som e palco), feito com enormes caminhões dentro do Parque causava danos enormes ao ambiente;
- O Ministério Público questionava a utilização inadequada de um patrimônio histórico tombado;
- O som elevado causava transtornos aos moradores do entorno e, especialmente, a fauna do Parque;
- Depoimentos dos guardas-parque dão conta de uma enorme quantidade de aves mortas após a realização do Baile;
Por esses motivos, buscamos um local adequado e tão aprazível como o Parque: o entorno da Usina do Gasômetro, com a sua bela iluminação, e resgatamos o bonito espetáculo dos fogos de artifício.
Além disso, a “tradição” do Baile foi mantida com o mesmo charme e beleza, mas num local ambientalmente mais adequado. A maioria dos que participaram do Baile de sábado, curtiu muito e elogiou o novo local, que permitiu a todos dar parabéns a nossa Porto Alegre pelos seus 241 anos.
Foto: Evandro Oliveira
PORTO ALEGRE SUSTENTÁVEL*
Mais do que uma expressão da moda, a sustentabilidade deve se constituir em realidade na vida das cidades, com ações práticas que garantam qualidade de vida e legado para as gerações futuras. Nesse contexto, Porto Alegre tem histórico de pioneirismo no debate e na implantação de ações relacionadas ao meio ambiente e de participação cidadã nas políticas públicas. Numa visão de futuro, destacamos importantes obras que reduzirão a emissão de gases do efeito estufa: sistema de ônibus rápidos (BRTS), metrô, rede de ciclovias, transporte hidroviário, além do Programa Integrado Socioambiental (Pisa), da revitalização da Orla e do Arroio Dilúvio.
Relembramos e enfatizamos esses itens a propósito do debate gerado pela ação da prefeitura em função da obra de duplicação da Avenida Edvaldo Pereira Paiva, a Beira-Rio, no trecho próximo à Usina do Gasômetro.
Em primeiro lugar, é importante que todos saibam que foi feita a licença ambiental adequada para a execução da obra. Além disso, há outros pontos que precisam ser observados, como, por exemplo, o fato de naquela área termos um dos principais focos de poluição ambiental pelo engarrafamento diário com a emissão de gases pelos automóveis. Isso mostra que a necessidade da duplicação da via para proporcionar fluidez é também uma questão ambiental e não somente um problema de mobilidade.
É importante esclarecer também que há uma grande preocupação da prefeitura com a compensação das árvores que precisarão ser removidas. No total, serão plantadas 401 mudas com essa finalidade. Seguindo critérios técnicos, as plantas exóticas (não originárias de nosso ambiente) serão substituídas por espécies nativas, uma exigência da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Naquele espaço, também estamos iniciando a revitalização da Orla do Guaíba, que vai permitir o plantio de mais árvores nativas e a sustentabilidade ambiental da região.
Reconhecemos que faltou uma melhor comunicação com a comunidade, explicando as ações a serem implementadas.
Permitam-me agora falar na primeira pessoa para recordar que, ao longo da minha trajetória, e quem me conhece e me acompanha sabe disso, sempre fui um homem do diálogo e da construção coletiva. Uma declaração que não condiz com meu histórico de cidadão e homem público e que já ensejou um pedido de desculpas não deveria pautar de forma rebaixada o debate, nem macular a trajetória da qual me orgulho. Tenho convicção de que estamos no caminho certo e de que todos aqui, assim como eu, curtem e cuidam da nossa cidade e é nessa perspectiva que seguiremos trabalhando na construção de uma Porto Alegre mais moderna, bonita, sustentável e cada vez melhor de se viver.
* Artigo publicado na editoria de Opinião da edição de hoje do jornal Zero Hora.
POR UMA CIDADE MODERNA, SUSTENTÁVEL E MELHOR DE SE VIVER
Quero conversar com vocês aqui da rede e com os moradores em geral sobre a obra de duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva, a Beira-rio, e toda esse debate gerado pela ação da prefeitura de Porto Alegre naquele local.
Em primeiro lugar, é importante que todos saibam que foi feita a licença ambiental adequada para a execução da obra. Além disso, há outros pontos que precisam ser observados como, por exemplo, o fato de naquela área termos um dos principais focos de poluição ambiental pelo engarrafamento diário com a emissão de gases pelos automóveis. Isso mostra que a necessidade da duplicação da via é também uma questão ambiental e não somente um problema de mobilidade.
É importante ressaltar que há uma grande preocupação por parte do poder público com a compensação das árvores que precisarão ser removidas. No total, serão plantadas 401 mudas* com essa finalidade. Seguindo critérios técnicos, as plantas exóticas serão substituídas por espécies nativas, uma exigência da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. É preciso lembrar ainda que, naquele espaço, também estamos iniciando a revitalização da Orla do Guaíba onde um trabalho paisagístico vai permitir o plantio de mais árvores nativas e a sustentabilidade ambiental da região.
Por fim, reconheço que faltou uma melhor comunicação com a comunidade, explicando as ações a serem implementadas e reconheço a riqueza do debate que protagonizamos. Ao longo da minha trajetória, e quem me conhece e me acompanha sabe disso, sempre fui um homem do diálogo e da construção coletiva. Tenho convicção de que estamos no caminho certo e de que todos aqui, assim como eu, curtem e cuidam da nossa cidade e é nessa perspectiva que seguiremos trabalhando na construção de uma Porto Alegre mais moderna, bonita, sustentável e cada vez melhor de se viver.
* Confira os locais que receberão os plantios compensatórios em função da obra de duplicação da Edvaldo Pereira Paiva:
- Avenida Oswaldo Aranha – 100 mudas
- Rua da República – 08 mudas
- Parque Farroupilha – 80 mudas
- Rua Lopo Gonçalves – 08 mudas
- Avenida Jerônimo de Ornellas – 10 mudas
- Parque Maurício Sirotsky Sobrinho – 60 mudas
- Avenida Independência – 20 mudas
- Rua Washington Luiz – 10 mudas
- Rua Garibaldi – 05 mudas
- Rua Santo Antônio – 60 mudas
- Viaduto Otávio Rocha – 26 mudas
- Centro Histórico – 14 mudas em substituição a espécies secas
MEUS SENTIMENTOS
Faleceu na madrugada desta sexta-feira, 28, na cidade do Rio de Janeiro, aos 61 anos, o filho mais velho do nosso líder maior Leonel Brizola, o ex-deputado José Vicente.
Registro aqui meus sentimentos e presto minha sincera solidariedade aos filhos e companheiros Juliana Brizola, Brizola Neto e Leonel Brizola Neto. Tenham certeza de que a família trabalhista está de luto junto com vocês e demais amigos e familiares.
Desejo muita força para superar esse momento difícil.
Que Deus abençoe e todos!
COMPROMISSOS COM O FUTURO*
O nascer de um novo ano é um tempo de reflexões, de revisões e de assumir compromissos futuros. No caso do gestor público, as reflexões são importantes para avaliarmos se os nossos caminhos e os objetivos que perseguimos atendem aos interesses da sociedade. A prestação de contas do que fizemos nos remete à revisão do que precisa mudar para oferecer mais e melhor a todos os porto-alegrenses.
Temos consciência de que a gestão que se encerra produziu grandes avanços para a cidade. Tanto é assim que teve o referendo inconteste da população nas urnas, com uma vitória em primeiro turno no pleito de 2012, além dos reconhecimentos recebidos de instituições nacionais e internacionais, que nos orgulham e nos estimulam mais ainda. Vale recordar o Prêmio Prefeito Amigo da Criança, o Conceito A em Gestão Fiscal da Federação das Indústrias do RJ, a escolha de Porto Alegre como Cidade Inteligente pela IBM e tantos outros que expressam os esforços por nós empreendidos para melhorar a vida das pessoas.
Esse foi também um período de semeadura, com o começo da execução ou o planejamento final de importantes obras e a implantação de novos serviços. Vem agora um tempo de colheita. Junto com o vice-prefeito, Sebastião Melo, a equipe de secretários e auxiliares diretos e mais o comprometimento do quadro funcional, abriremos portas para novas mudanças, alavancando Porto Alegre a um novo patamar, onde o governo coopera e dialoga com a cidade.
O cenário de futuro promissor se constrói com grandes intervenções urbanas, como o Metrô, o sistema de ônibus rápidos (BRTs), o projeto Orla associado ao do Cais Mauá, as melhorias no saneamento, as obras viárias para facilitar a mobilidade e a expansão das ciclovias. Tudo isso irá marcar as nossas vidas, a dos nossos filhos e a da nossa cidade por muito tempo.
Olhar para o futuro é, principalmente, garantir prioridade para o atendimento em saúde, qualificar ainda mais a educação, ampliar a atenção à criança e ao adolescente, dar tranquilidade às mães trabalhadoras, oferecer mais oportunidade de trabalho para os jovens, promover parcerias pela segurança urbana, fomentar iniciativas que gerem emprego e renda, buscar a excelência na prestação dos serviços municipais, ou seja, investir na melhoria da qualidade de vida da população, o grande desafio posto aos administradores públicos. Esses são o nosso desafio e os nossos compromissos para os próximos quatro anos.
Trabalharemos para que a esperança dos porto-alegrenses em uma vida melhor não seja uma palavra perdida ao vento, para que a esperança dos que mais precisam se materialize em oportunidade de uma vida melhor. Ninguém nos tira a certeza de um futuro melhor. Já demos muitos passos e vamos dar muito mais.
Com isso, desejo a todos um abençoado 2013.
* Artigo publicado na edição desta segunda-feira do jornal Zero Hora.
DESCULPEM, ESTAMOS EM OBRAS
Porto Alegre vive um momento especial, com a execução de um conjunto de obras e intervenções que vão mudar a cara da cidade e garantir benefícios para todos. Começam a sair do papel os projetos do viaduto da Terceira Perimetral sobre a avenida Bento Gonçalves, a passagem de nível na rua Anita Garibaldi, a elevada junto a Estação Rodoviária, a duplicação da avenida Voluntários da Pátria. Já estão adiantadas as obras de duplicação das avenidas Beira Rio e Tronco e as intervenções nos corredores das avenidas Protásio Alves/Oswaldo Aranha e da Bento Gonçalves/João Pessoa para a implantação do sistema de ônibus rápido, o BRT, um avanço significativo em termos de transporte publico para a Capital de todos os gaúchos.
São obras decorrentes dos compromissos assumidos pela cidade para sediar uma das chaves da Copa 2014 e que ficarão como legado do grande evento esportivo, ampliando seus benefícios para as próximas gerações. São também resultados de muitas articulações com outras instâncias de poder, especialmente o governo federal, e do fazer a lição de casa, mantendo saudável as finanças municipais, o que permitiu, como nunca, a atração de recursos para investimentos na infraestrutura da cidade.
Com recursos próprios e financiamentos, por exemplo, investimos mais de R$ 230 milhões em 19 obras de drenagem urbana, iniciadas em 2012 em vários pontos da cidade. Para manutenção e conservação do sistema pluvial foram aplicados mais R$ 15 milhões. Com isso, buscamos minimizar a incidência de alagamentos, ainda mais agora que os temporais tem nos castigado em proporções desmedidas. Os resultados podem ser ainda mais efetivos se conseguirmos vencer a batalha contra os focos de lixo, que alimentam a equação “mais focos de lixo nas ruas = mais alagamentos.”
Acrescente-se, ao planejado ou em execução, o início das obras do Metrô, o projeto Orla do Guaíba associado ao de revitalização do Cais Mauá, a conclusão do Programa Integrado Socioambiental (Pisa), a expansão da rede de ciclovias, os investimentos na rede pública de saúde e na qualificação da educação, expressões de uma cidade que se desenvolve sem perder o foco de que todas as ações devem facilitar o cotidiano das pessoas e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Esse conceito vamos repetir e praticar à exaustão.
Temos consciência de que todas as melhorias em andamento e outras tantas planejadas vêm acompanhadas de transtornos para a população, especialmente quanto ao trânsito de veículos. Entretanto, dialogando de forma permanente com as comunidades afetadas e buscando potencializar as informações que esclareçam as mudanças e as alternativas oferecidas, acreditamos que conseguimos minimizar os eventuais problemas. Entendemos que o porto-alegrense, sempre receptivo às iniciativas que representem avanços para a cidade, já assimilou a ideia de que o transtorno é provisório enquanto o beneficio é permanente.
* Artigo publicado na edição desta sexta-feira do jornal Zero Hora.
Foto: Francielle Caetano/PMPA
BAILE DA CIDADE
Algumas pessoas reclamaram que rompemos com uma “tradição” ao mudar o local do Baile da Cidade para a prainha da Usina do Gasômetro. Nesse sentido, é importante que todos saibam que a mudança atendeu a um parecer técnico do Meio Ambiente que destaca os inúmeros prejuízos ao Parque Farroupilha com a realização do baile naquele local:
- O transporte de equipamentos pesados (som e palco), feito com enormes caminhões dentro do Parque causava danos enormes ao ambiente;
- O Ministério Público questionava a utilização inadequada de um patrimônio histórico tombado;
- O som elevado causava transtornos aos moradores do entorno e, especialmente, a fauna do Parque;
- Depoimentos dos guardas-parque dão conta de uma enorme quantidade de aves mortas após a realização do Baile;
Por esses motivos, buscamos um local adequado e tão aprazível como o Parque: o entorno da Usina do Gasômetro, com a sua bela iluminação, e resgatamos o bonito espetáculo dos fogos de artifício.
Além disso, a “tradição” do Baile foi mantida com o mesmo charme e beleza, mas num local ambientalmente mais adequado. A maioria dos que participaram do Baile de sábado, curtiu muito e elogiou o novo local, que permitiu a todos dar parabéns a nossa Porto Alegre pelos seus 241 anos.
