DESEMPREGO EM POA EM JANEIRO TEM MENOR ÍNDICE DESDE 2002

Porto Alegre realmente atravessa um momento muito especial. Um momento de conquistas com muita coisa acontecendo e muito por acontecer. Lembro aqui a recuperação da balneabilidade do Guaíba, a segunda passagem grátis, a coleta de lixo automatizada, a revitalização do cais e da orla, as grandes obras de mobilidade, entre tantas outras ações que estão mudando a vida da nossa população. Mas temos também outros destaque: abaixo reproduzo reportagem de ZH que mostra o excelente desempenho da capital dos gaúchos na pesquisa de trabalho e emprego realizada pelo IBGE. Segundo o levantamento, o desemprego na Capital atinge 3,9% em janeiro. Essa é a menor taxa para o período desde 2002. Sem dúvida, um bom motivo para comemorarmos e um estímulo para trabalharmos ainda mais.

Desemprego na Capital atinge 3,9% em janeiro

Segundo o IBGE, é a menor taxa para o período desde 2002

 

Em janeiro de 2012, a taxa de desocupação na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi estimada em 3,9%, o menor índice para o mês desde o início da série histórica, em março de 2002. O índice, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) representou um aumento de 0,8% em relação a dezembro de 2011 (3,1%). Em janeiro de 2011 a taxa de desocupação era de 4,2%.

O número de pessoas desocupadas aumentou de 62 mil em dezembro para 78 mil em janeiro. A população ocupada (PO) em janeiro de 2012 foi estimada em 1,908 milhão de pessoas. Em janeiro de 2011, a PO era de 1,882 milhão de pessoas.

O rendimento médio real da população ocupada na Região Metropolitana de Porto Alegre estimado em R$ 1.605,00. Em dezembro de 2011, o valor atingiu R$ 1.543,81.

Nesta sexta-feira, o IBGE também divulgou o índice de desemprego nacional, que atingiu 5,5% em janeiro deste ano.

Fonte:  ZH On Line

QUANDO TRABALHAMOS JUNTOS, AS COISAS ACONTECEM

Recepcionando a presidente Dilma Rousseff ontem no aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre

A Capital de todos os gaúchos vive um momento de conquistas. Graças à união de esforços muitas coisas estão acontecendo e muito ainda  está por vir. Com seriedade, parceria e dedicação temos trabalhado para melhorar a vida das pessoas e tornar sonhos históricos realidade.

Temos que comemorar esse período de transformação que estamos testemunhando. Transformação essa que passa essencialmente pela sintonia, pela afinidade de projetos. Hoje, vivemos um momento ímpar em que os governos Municipal, Estadual e Federal trabalham alinhados, focados nos resultados e no bem-estar da população. São exemplos disso a conquista do Metrô de Porto Alegre, a revitalização do Cais e da Orla, a qualificação do Aeroporto Salgado Filho, as obras da Copa,  a construção da segunda ponte do Guaíba, entre tantas outras ações que evidenciam essa unidade. Todas comprovam que, ao fim e ao cabo, quando trabalhamos juntos,  as coisas acontecem.

Sem dúvida, nossas últimas conquistas só foram possíveis graças a uma visão moderna e arrojada do poder público. Unidos fomos capazes de aglutinar forças em prol do futuro e com a construção de uma cidade, de um estado e de um país cada vez melhores para todos.

Me sinto orgulhoso e feliz de participar deste momento histórico!

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

INVESTIMENTO RECORDE AMPLIA CHANCES DE REELEIÇÃO DE FORTUNATI

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), não conseguiu o desejado apoio do PT para a disputa eleitoral deste ano, mas aposta nos números da administração para tocar a campanha à reeleição. Na última pesquisa Ibope, divulgada no fim de dezembro, Fortunati alcançou 40% de ótimo e bom. Com um orçamento superavitário e a previsão de investimentos recordes na cidade em função das obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014, ele pode chegar às urnas em boas condições de vencer a disputa e permanecer no cargo que assumiu em março de 2010. Até então ele era vice do ex-prefeito José Fogaça (PMDB), que renunciou para disputar – e perder – a eleição ao governo do Estado.

O orçamento da prefeitura para este ano chega a R$ 4,5 bilhões, 11% superior ao de 2011, com investimentos previstos de R$ 816 milhões. Os aportes bancados com operações de crédito somam R$ 412 milhões, dos quais 60% se referem a financiamentos federais para as obras para a Copa, com condições diferenciadas de prazos (20 anos para pagar após quatro de carência) e juros (6% ao ano, mais 2% de taxa de administração e 0,5% de taxa de risco, também ao ano). Outros R$ 75 milhões correspondem a verbas da União repassadas a fundo perdido e o restante a recursos próprios do município.

No total, Porto Alegre receberá quase R$ 500 milhões em financiamentos para projetos vinculados à principal competição mundial do futebol até 2014, informa Fortunati. Em 2011, conforme o secretário da Fazenda, Roberto Bertoncini, os investimentos totais da prefeitura crescerão de 8% a 9% em termos reais sobre os R$ 248,7 milhões de 2010 e, mesmo assim, de janeiro a outubro o município já acumulava superávit orçamentário de R$ 425 milhões, ante R$ 255 milhões em igual período do ano passado.

Apesar dos números reluzentes, Fortunati afirma que não fará “aventuras” nem irá “rasgar dinheiro” por se tratar de ano eleitoral. “Não me passa pela cabeça não ter equilíbrio fiscal. Seria uma irresponsabilidade, até porque pretendo continuar e não posso preparar uma armadilha para mim mesmo”, diz. De acordo com ele, a prefeitura não terá que reduzir investimentos em outras áreas para liberar recursos para as obras da Copa. “Nosso orçamento é realista e fazemos projeções não ufanistas”.

O pedetista governa numa aliança com o PMDB, PTB, PSDB, PP, PPS e PRB, que juntos com o próprio PDT reúnem 21 dos 36 vereadores da cidade. O DEM não integra o governo, mas o único vereador da sigla costuma votar junto com a base aliada, assim como o PPL. O novato PSD, com três representantes na Câmara e sua postura de “neutralidade”, também não atrapalha o sono do prefeito.

A oposição fica por conta do PT, que tem a maior bancada na Câmara, com sete vereadores, mas pega leve com Fortunati porque leva em conta o apoio do PDT ao governador petista Tarso Genro e à presidente Dilma Rousseff. O PSB tem um representante e o PSOL, o que faz mais barulho entre os oposicionistas, tem dois. Com essa composição, 100% dos projetos de lei propostos pelo prefeito foram aprovados no Legislativo.

Depois de ver naufragar a tentativa de aproximação com o PT para a eleição deste ano, o prefeito está negociando com os partidos da base atual para montar a aliança “mais ampla possível”. Se o quadro se mantiver como está hoje, ele enfrentará outros dois candidatos da base dos governos estadual e federal, o deputado estadual petista Adão Villaverde e a deputada federal do PCdoB, Manuela D’Ávila, e espera que tanto Dilma quanto Genro assumam posições de “estadistas” na campanha.

“Nem falo em neutralidade, mas em respeito”, diz. De acordo com ele, dependendo do nível de envolvimento de ambos na disputa do ano que vem, haverá “consequências” sobre o quadro de alianças em 2014. “O governante tem que colocar isso na conta, porque ninguém entra num processo eleitoral achando que só terá benesses. Isso é da vida e seria hipocrisia não dizer”, afirmou.

Os investimentos relacionados à Copa de 2014 deverão pautar os debates neste ano e Fortunati sabe que terá que brigar com os demais candidatos da base do governo federal pela paternidade dos projetos. A carteira inclui obras vistosas como o metrô de Porto Alegre (que na verdade deverá ficar pronto em 2017) e a construção de uma ampla área de lazer no cais do porto, além de ampliações e melhorias em avenidas importantes. Mas ele não está preocupado com isso.

“Não vou desconhecer as parcerias de forma alguma, mas todas essas obras têm o protagonismo da prefeitura e não tem nada aí que não tenha a minha mão”, afirma o prefeito, lembrando que trabalhou pelos projetos desde que foi secretário do Planejamento na primeira gestão do ex-prefeito José Fogaça (2005-2008). “Isso eu vou discutir com muita tranquilidade no momento adequado”.

Fonte: Valor Econômico – 09/01/2012

SOBRE OS EDIFICIOS-GARAGENS DO INTER

Quando anunciei o empenho da Prefeitura em apoiar a construção de dois edifícios-garagens no entorno do Beira-Rio como forma de desafogar o trânsito no Bairro Menino Deus nos dias de jogos do Inter ou de shows no Gigantinho, algumas pessoas entenderam que seria o Poder Público que faria a construção das obras.

É importante deixar claro de que a PREFEITURA de Porto Alegre NÃO vai colocar um único centavo nessas obras, como não está colocando dinheiro na reforma do Beira-Rio ou na nova Arena do Grêmio.

A construção dos edifícios-garagens será bancada com recursos do S.C. internacional com os seus parceiros privados. Cabe a Prefeitura agilizar o licenciamento da obra para que ela aconteça com a maior rapidez possível para atender a milhares de veículos de pessoas que vão ao Beira-rio ou ao Gigantinho. E este foi o compromisso que assumi com o Presidente Giovani Luiggi.

Todos sabem que o atual Beira-Rio quando foi projetado não previu a construção de estacionamentos condizentes com as necessidades de grandes concentrações de pessoas. Desta forma, em dias de jogo ou de shows as pessoas terminam por estacionar os seus automóveis no Bairro Menino Deus o que tem causado transtornos e reclamações dos moradores da vizinhança.

Para enfrentar esse problema com qualidade, o S.C.  Internacional, no projeto Gigante para Sempre, programou a construção de dois edifícios-garagens, um entre o estádio Beira-Rio e a Av. Edvaldo Pereira Paiva e  outro ao lado do Gigantinho, onde se situa o antigo estacionamento da EPTC.

Desta forma, as vagas a serem criadas vão beneficiar todo o bairro mesmo em dias sem jogos ou shows pois vão permitir que motoristas que vem da zona sul possam deixar os seus veículos nestes estacionamentos e se deslocar para o centro da cidade através do novo sistema de ônibus (BRTs), que será implantado na Av. Padre Cacique que também contará com corredor exclusivo de ônibus.

Ou seja, os edifícios-garagens, além de não receberem um único centavo da Prefeitura e serem construídos com recursos do Inter e seus parceiros, vão possibilitar uma maior organização do trânsito no Bairro Menino Deus.

 

FÓRUM SOCIAL TEMÁTICO 2012

Fiquem ligados! As inscrições para o Fórum Social Temático encerram amanhã. O grande evento vai acontecer de 24 a 29 de janeiro em Porto Alegre, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Canoas. E é preparatório à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, que levará mais de 100 chefes de Estado ao Rio de Janeiro em junho.

FRAGILIDADE E DESEQUILÍBRIO EM 2012

Nouriel Roubini*

Deverá haver recessão na Europa, baixo crescimento nos EUA e desaceleração na China e nos emergentes

A perspectiva da economia mundial em 2012 é clara, mas não bonita: recessão na Europa, crescimento anêmico (na melhor das hipóteses) nos Estados Unidos e desaceleração acentuada na China e na maioria das economias emergentes.

As economias asiáticas estão expostas à China. A América Latina está exposta à queda nos preços das commodities (causada pela desaceleração econômica na China e nas economias avançadas).

A Europa Central e Oriental está exposta à zona do euro. E os tumultos no Oriente Médio estão causando sérios riscos econômicos -na região e no resto do mundo-, porque o risco geopolítico continua elevado e os altos preços do petróleo restringirão o crescimento mundial.

Os Estados Unidos enfrentam consideráveis riscos diante da crise na zona do euro. Também precisam enfrentar um arrocho fiscal significativo, o processo de redução de dívidas em curso no setor domiciliar, a crescente desigualdade de renda e o impasse político.

Entre as demais economias avançadas, o Reino Unido já está atravessando uma recessão de duplo mergulho, porque a consolidação fiscal apressada e a exposição à zona do euro solapam seu crescimento. No Japão, a recuperação pós-terremoto vai se esgotar porque os governos fracos que se sucedem no país não conseguirão implementar reformas estruturais.

Enquanto isso, as falhas no modelo de crescimento chinês estão se tornando evidentes. A queda nos preços dos imóveis está iniciando uma reação em cadeia que terá efeito negativo sobre os incorporadores imobiliários, o investimento e a arrecadação do governo. O boom de construção começa a se estagnar, no exato momento em que as exportações líquidas começam a prejudicar o crescimento, devido à demanda fraca nos Estados Unidos e especialmente na zona do euro.

Tendo buscado esfriar o mercado imobiliário com medidas que conterão os preços em disparada, os líderes chineses enfrentarão dificuldade para promover uma retomada do crescimento. E não serão os únicos. EUA, União Europeia e Japão também vêm postergando as sérias reformas estruturais de que necessitam para restaurar um crescimento equilibrado e sustentável.

Ao mesmo tempo, alguns desequilíbrios cruciais em conta-corrente -entre os EUA e a China (e outras economias de mercado emergente), e dentro da zona do euro, entre os países centrais e os periféricos- continuam largos. Um ajuste ordeiro desse problema requer demanda interna menor nos países que gastam mais e acumulam grandes deficit em conta-corrente e superavit comerciais menores nos países que poupam demais, via valorização cambial nominal e relativa.

A fim de manter o crescimento, os países que gastam demais precisam de depreciação nominal e real para melhorar suas balanças comerciais. Já os países superavitários precisam estimular a demanda interna, notadamente o consumo.

Mas esse ajuste de preços relativos via movimentos cambiais está parado, porque os países superavitários resistem à valorização das taxas de juros e preferem impor recessão deflacionária aos países deficitários. As batalhas cambiais resultantes estão sendo travadas em várias frentes: intervenções em mercados cambiais, relaxamento quantitativo e controles sobre influxos de capital. E, com o enfraquecimento do avanço mundial em 2012, essas batalhas talvez cresçam a ponto de virarem guerras comerciais.

Por fim, as autoridades econômicas estão esgotando suas opções. A desvalorização cambial é uma ferramenta finita, porque nem todos os países poderão depreciar suas moedas e melhorar suas exportações líquidas ao mesmo tempo. A política monetária será relaxada e tornará a inflação irrelevante nas economias avançadas (e menos relevante nos mercados emergentes).

Restaurar um crescimento robusto já seria suficientemente difícil sem o espectro permanente da redução de dívidas e a séria escassez de ferramentas de política econômica. Mas é esse o desafio que a economia mundial, frágil e desequilibrada, enfrentará em 2012.

Para parafrasear Bette Davis em “A Malvada”: “Apertem os cintos: o ano será acidentado”.

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* NOURIEL ROUBINI é presidente da Roubini Global Economics, professor da Escola Stern de Administração de Empresas (Universidade de Nova York) e coautor do livro “Crisis Economics”.

Este artigo foi distribuído pelo Project Syndicate.

Tradução de PAULO MIGLIACCI.

AMANHÃ EM MERCADO:
Gustavo Cerbasi

Fonte: Folha de São Paulo, domingo, 18 de dezembro de 2011

PROJETOS DE QUATRO PAÍSES VENCEM NO DESAFIO CAMPUS PARTY

Ao abrir as portas para ideias inovadoras do mundo todo, Porto Alegre conquistou importantes colaborações para qualificar as áreas da saúde, educação, mobilidade, emprego e limpeza urbana. Os cinco projetos finalistas e o grande vencedor do desafio Campus Party – Como tornar Porto Alegre uma cidade ainda mais inovadora, lançado pela prefeitura em parceria com a Futura Networks, foram conhecido na manhã desta quinta-feira, dia 8.  Um espanhol, dois mexicanos, um colombiano e um brasileiro são os autores dos projetos selecionados entre 395 inscrições de 13 países. Conheça os projetos vencedores:

Rodrigo López Vásquez (Desenvolvimento Tecnológico) – mexicano. O projeto ecOreal, aplicativo para Facebook que trata do sistema de coleta de lixo seco e reciclagem de forma multidisciplinar e divertida. Os moradores da capital gaúcha poderiam recolher materiais reciclados (PET, alumínio, plásticos, papel etc.), que seriam dirigidos a pontos de coletas especiais e receber pontos, os tais “EcoReais”, que poderão ser trocados por mercadorias em estabelecimentos comerciais participantes. A iniciativa traria um grande incentivo para a reciclagem, melhorias na coleta de lixo e também ganhos de imagem para as empresas parceiras.

 

 

Marcelo Amaral (Educação) – gaúcho de Novo Hamburgo, único brasileiro entre os cinco vencedores. No projeto Smart TRI, com um só cartão, os usuários poderão ter acesso ao transporte público da cidade de Porto Alegre e também a várias informações, como acervos de trabalhos acadêmicos e documentos históricos sobre a capital gaúcha. Terminais físicos distribuídos em universidades, escolas, institutos culturais, prédios públicos, centros comunitários, livrarias, aeroportos e estações de trem permitiriam o acesso a estas informações com o uso do cartão, da mesma forma que ele é usado nos ônibus.

 

 

Alejandra Sifuentes (Trabalho e Emprego) – mexicana. Preocupada com os índices de informalidade da força de trabalho, Alejandra Sifuentes foi a escolhida na categoria Trabalho e Emprego. O projeto “Bolsa de Empleo de Trabajos Temporales” propõe criar uma bolsa de emprego de trabalhos temporários. A iniciativa que permitiria amenizar a incerteza econômica do desemprego e aumentar estabilidade do trabalho informal seria viável por meio de um site, onde os usuários entrariam em contato diretamente com os empregadores, em busca da vaga temporária. Os empregados também seria recomendados pelos empregadores, tornando-se referência para novos trabalhos.

 

 

Juan Jose Gasca Rubio (Mobilidade Urbana) – espanhol. O projeto Biking Tour cria sistema de sinalização de direção para bicicletas por meio de GPS. O dispositivo é composto por dois LED’s, um vermelho e outro verde, projetados para serem colocados no guidão das bicicletas. O usuário define a rota que fará utilizando um aparelho móvel com GPS. Ao andar com a bicicleta, o GPS verifica o posicionamento e caso o caminho requeira virar a esquerda, uma luz vermelha acende no guidão esquerdo da bicicleta; para virar à direita, a luz verde entra em ação. A iniciativa torna a bicicleta uma alternativa ainda mais viável de mobilidade urbana.

 

 

William Hernán Gómez (Saúde) – colombiano. O projeto Amigo – Atenção Médica Imediata Geral On-line oferece sistema de consultas médicas por meio de Internet. A consulta, em vez de presencial, seria online, reduzindo custos de deslocamento do usuário. O projeto também otimizaria o tempo de atendimento, já que o banco de dados armazenaria o histórico dos pacientes, contribuindo para o aumento da qualidade de vida da população de Porto Alegre. Além disso, pontos de atendimento móveis e em locais estratégicos facilitariam e aumentariam o acesso dos habitantes ao sistema de saúde.

 


Campus Party – Criada na Espanha, em 1997, a Campus Party é um evento que reúne talentos especializados e criativos. Os participantes do evento mudam-se com computadores, malas e barracas para dentro de uma arena, onde as máquinas se conectam a uma rede superveloz, e os integrantes convivem em torno de oficinas, palestras, conferências, competições e atividades de lazer. A partir de 2008, a Futura Networks, organizadora da Campus Party, deu início a um processo de internacionalização, e o evento ganhou edições no Brasil, Colômbia, México e Equador. Hoje, a Futura Networks dispõe de uma base de mais de 140 mil usuários avançados de Internet, com olhar diferente, tecnológico e multidisciplinar do mundo.

 

OPINIÃO JC – ESGOTO CLOACAL TRATADO MUDARÁ VIDA DA CAPITAL

Há 50 anos, José Loureiro da Silva estava preocupado com as obras de saneamento básico em Porto Alegre. Reclamava que “lançar canos embaixo da terra era caro, não era obra visível, demorava e, o pior de tudo para um político, quando pronta não dava para inaugurar”. Os jornalistas que cobriam a prefeitura, chamados então de setoristas, riram quando o “Charrua”, apelido de Loureiro, na tradicional entrevista diária das 18 horas na então Prefeitura Velha ou Palácio Municipal, disse-lhes que temia pela cidade: “No futuro talvez tenhamos, se nada for feito, algo como um terremoto de detritos cloacais na Capital”. Loureiro antevia que seria difícil fazer um saneamento total da cidade naquela época. Decorrido meio século, a Capital planejou e implantou o Projeto Integrado Socioambiental, chamado de Pisa. O nome não é sonoro em termos de divulgação e mesmo com o longo tempo da obra, não são todos os porto-alegrenses que sabem o que ele significa.

Porém, enterrado ou subaquático no velho Guaíba, ele está sendo concluído. O “Charrua” deve estar satisfeito, com certeza. O prefeito José Fortunati e o diretor-geral do Dmae, Flávio Presser, visitam periodicamente o canteiro de obras na área do antigo Estaleiro Só.

Haverá o transporte do esgoto cloacal desde a estação de bombeamento do Cristal (Mirante) até a Estação Serraria, onde será tratado. É um sonho que se torna realidade, eis que saneamento básico é saúde. Cada real gasto nele representa uma economia de cinco reais nos serviços de saúde, pela exclusão de doenças, principalmente as parasitárias. Maior conjunto de obras contratado pela prefeitura nos últimos 40 anos, o Socioambiental tem 75% da execução concluída. No emissário subaquático, 60% das intervenções já foram realizadas. Serão ao todo 22 canos instalados no fundo do Guaíba. O Pisa, segundo José Fortunati, estabelecerá um novo paradigma nacional de qualidade do tratamento do esgoto. O prefeito exaltou ainda a economia dos recursos públicos que o conjunto representará. Segundo ele, “os cidadãos contarão em casa com água da mesma qualidade existente hoje, mas os procedimentos empregados pelo Dmae na coleta e no tratamento da água terão custos muito menores”.

Com a conclusão da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Serraria, Porto Alegre será uma das poucas capitais brasileiras com capacidade para tratar o esgoto de quase 80% da cidade. O esgoto tratado atenderá a todos os padrões de emissão exigidos pelas leis ambientais e contribuirá para a recuperação da qualidade do Guaíba. Essa situação colocará a Capital em destaque frente a outras cidades brasileiras. O Pisa terá investimento total de R$ 586,7 milhões, sendo R$ 383 milhões em obras de saneamento. Até2012, a capacidade de tratamento de esgotos gerados da Capital dará um salto, passando de 27% para 80%. São187,7 quilômetros de redes que estão sendo implantados, e que se dividem em156 quilômetros de redes coletoras,26,6 quilômetros de emissários e5,6 quilômetros de interceptores. O que é bem feito, planejado e necessário para Porto Alegre e a prefeitura executa só merece aplausos. Nesse caso, palmas e de pé.

Fonte: Jornal do Comércio – Porto Alegre, 15 de novembro de 2011.

Capital é pioneira em teste rápido de HIV na rede de saúde

Divulgação PMPA

Porto Alegre é a primeira cidade do Brasil a oferecer regularmente o teste rápido do vírus HIV na rede de atenção primária em saúde, para tornar mais ágil os diagnósticos de aids. O lançamento está sendo feito nesta terça-feira, na Unidade de Estratégia de Saúde da Família (USF) Maria da Conceição, na Lomba do Pinheiro.

A Secretaria Municipal de Saúde escolheu o bairro para iniciar o serviço porque a região tem a maior incidência de Aids na capital. Em 2010, foram notificados 224 novos casos. Sexta-feira, 11, a partir das 8h30, o teste rápido começa a ser realizado também na USF Ernesto Araújo. Depois, será gradativamente estendido às demais unidades.

Inicialmente, estão sendo adquiridos 60 mil testes rápidos. Além disso, está sendo implantado o Plano Teste, para exame de gravidez. Se o resultado for positivo, a gestante passará pelo teste de HIV, o que vai permitir que o bebê seja protegido da doença se a mãe for portadora de HIV.

A meta da SMS é reduzir o número de diagnósticos tardios e a transmissão do vírus HIV. Estudos demonstram que 40% da mortalidade por Aids ocorrem pela demora em descobrir a presença do vírus e iniciar o tratamento para conter o desenvolvimento da doença. Quem começa a receber acompanhamento muito tarde tem risco de morte 49 vezes maior.

Desde 1983 até dezembro de 2010, foram notificados pela Vigilância em Saúde 21.005 casos de aids em Porto Alegre. Jovens entre 13 e 24 anos representam 11%, sendo que 53% deles são do sexo masculino e 47%, do sexo feminino. Por isso, a SMS vem promovendo campanhas que chamam atenção especialmente dos jovens sobre os riscos e a importância do uso de camisinha para prevenção.

Fonte: PMPA

PORTO ALEGRE CONQUISTA METRÔ

“Quando o Rio Grande do Sul se une, as coisas acontecem”. Com essa afirmação, o prefeito José Fortunati sintetizou a mobilização construída pela prefeitura, em parceria com o governo do Estado e o governo federal, para conquistar os recursos necessários ao projeto do Metrô de Porto Alegre. A obra foi confirmada hoje, 14, pela presidente Dilma Rousseff. Em cerimônia no Palácio Piratini, com presenças de ministros, deputados e secretários, Dilma anunciou a inclusão da obra no PAC Mobilidade Grandes Cidades, garantindo R$ 1 bilhão em recursos da União para o projeto, que tem orçamento total de R$ 2,4 bilhões. (fotos)

Ao abrir a solenidade, Fortunati agradeceu a rede de parceiros que trabalhou pela concretização do metrô, destacando a presidente Dilma, com quem começou a discutir o investimento em 2009 – quando ainda era ministra da Casa Civil -, o governador Tarso Genro, a equipe do Trensurb, os representantes dos Legislativos estadual e municipal e os técnicos do município, além de outras lideranças políticas do estado. “É fundamental reconhecer o esforço do povo gaúcho em torno desse projeto, que contou ainda com valiosas parcerias no governo federal”, afirmou o prefeito.

Dilma destacou a parceria sólida que uniu as três esferas em torno do projeto. “Houve uma cooperação republicana entre governo federal, governo estadual e, sobretudo, do governo municipal”, disse, enaltecendo que a qualidade da proposta encaminhada por Porto alegre foi decisiva para a inclusão no PAC 2. “Precisamos reconhecer que os projetos apresentados pela prefeitura e o estado têm uma qualidade muito importante”, destacou.

A presidente afirmou ainda que é responsabilidade da União fornecer os recursos necessários para qualificar a mobilidade nas grandes cidades, e que a aplicação de R$ 1 bilhão na capital gaúcha tem o objetivo de tornar a obra viável sob o ponto de vista econômico e tarifário. “Temos perfeita clareza da importância para essa região dessa linha inicial. O metrô, com integração com os BRTs e outros sistemas, é um instrumento de inclusão social”, reforçou a presidente.

Além dos recursos a fundo perdido, a modelagem financeira do metrô inclui investimento de R$ 600 milhões pela prefeitura (R$ 300 milhões em financiamento pela Caixa e R$ 300 milhões de contraprestação de operação), mais R$ 22 milhões em isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). O governo do Estado terá parcela de financiamento de R$ 300 milhões, mais isenções estaduais de R$ 243 milhões, e R$ 323 milhões serão originários de financiamento privado.

O projeto – O projeto do Metrô de Porto Alegre está baseado em um modelo de integração com os sistemas de BRTs (Bus Rapid Transit) e com o Trem Metropolitano (Trensurb), sendo uma ação estruturante não apenas para a Capital mas para toda Região Metropolitana. Com extensão de 14,88 km, a Fase 1 de implantação do metrô terá 13 estações, distribuídas entre as proximidades da Esquina Democrática e a Fiergs, na zona Norte.

O prefeito enfatizou que o investimento promoverá uma drástica qualificação na mobilidade dos moradores da Capital e da Região Metropolitana. “O Metrô vai revolucionar o transporte coletivo da nossa cidade. Porto Alegre está dando um salto para o futuro”, avaliou Fortunati, destacando que a construção do metrô vai ligar o transporte da Capital aos demais modais da Região Metropolitana, além de reduzir significativamente o volume das 30 mil viagens de ônibus que chegam diariamente na área central de Porto Alegre. Fortunati destacou ainda que a contratação de única empresa para construção e operação do serviço irá garantir otimização dos recursos públicos.

De acordo com o secretário municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Urbano Schmitt, a licitação para contratação da empresa deverá ser lançada no início de 2012. “Daremos início a uma fase importante do projeto, que inclui viabilização das operações de crédito, audiência pública para apresentar a proposta à comunidade e providências técnicas para estruturar a proposta de parceria público privada”, afirmou Schmitt. A empresa que terá concessão de 30 anos após os 5 anos para construção deverá estar contratada até o final do próximo ano. O metrô tem operação prevista para 2017.

A tecnologia empregada será de metrô leve com alimentação elétrica. A expectativa é de que o sistema atenda 300 mil passageiros por dia útil por meio de 25 composições de quatro carros, oferecendo intervalos de 180, 120 e até mesmo 90 segundos entre um embarque e outro. O traçado incluirá passará pelas avenidas Borges de Medeiros (extensão Rua da Praia), Voluntários da Pátria, Farrapos, Cairú, Brasiliano Índio de Moraes e Av. Assis Brasil.

Negociações – A confirmação do Metrô para Porto Alegre ocorre após três anos de intensa negociação liderada pela prefeitura para tentar tirar o projeto do papel. A primeira tentativa ocorreu em 2009, quando eram analisadas as iniciativas que comporiam o pacote de obras de preparação para a Copa do Mundo de 2014. Apresentada pela prefeitura ao governo federal, a proposta não se enquadrava nos critérios adotados pela União, especialmente devido aos prazos necessários para sua realização. Contudo, a prefeitura recebeu da Presidência da República o compromisso de analisar o projeto no âmbito do PAC da Mobilidade, anunciado hoje.

Durante mais de um ano, a prefeitura reestruturou o projeto, alterando seu traçado inicial rumo à zona Norte, local que representa 55% de toda demanda de transporte coletivo da Capital. Além disso, buscou nova equação financeira, agregando parceiros importantes no projeto como o Governo do Estado, que prontamente decidiu aderir e fazer parte desse esforço, concedendo isenções fiscais.

No dia 28 de março de 2011, a prefeitura cadastrou o projeto do metrô no sistema do PAC Mobilidade Grandes Cidades, que colocava à disposição R$ 18 bilhões a 24 municípios e regiões metropolitanas, sendo R$ 6 bilhões do Orçamento da União e R$ 12 bilhões na modalidade de financiamento.

Elogiado por ministros, o projeto de Porto Alegre foi debatido em diversas reuniões com o governo federal. Na última etapa, devido ao grande volume de pedidos recebidos pelo PAC, a prefeitura e o governo do estado empreenderam um esforço adicional para viabilizar, por meio de empréstimo, os recursos que faltavam para que obra pudesse ser anunciada hoje.

Fonte:  PMPA

Foto: Invo Gonçalves/PMPA

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