UMA NOVA ORLA ESTÁ NASCENDO

Parque da Orla do Guaíba

Parque da Orla do Guaíba

Porto Alegre acostumou-se a viver de costas para o Guaíba. As razões para isso são as mais variadas: poluição das águas, promessas não cumpridas, projetos desconectados da realidade e até a dificuldade em conseguir valorizar nossas belezas.

Essa história começou a mudar. E o reencontro da cidade com o seu mais belo cartão-postal sai do projeto para a vida real. Dar início à obra de revitalização da orla do Guaíba é dar início a um maravilhoso espaço de convivência, um novo marco turístico e, principalmente, uma bela dose de autoestima para o porto-alegrense. É como se a cidade finalmente reencontrasse um velho amigo.

Tirar do papel o projeto da orla assinado por Jaime Lerner é uma mostra da disposição para enfrentar desafios e superar obstáculos, fazendo aquilo que a cidade precisa. Apesar de não ser destaque nos noticiários, não se imagine que a crise que afeta União e Estado é menor no município. Não é. Com cada vez mais responsabilidades e menos recursos, prefeitos de todo o país clamam por um novo pacto federativo.

Início das Obras de Revitalização da Orla do Guaíba

Início das Obras de Revitalização da Orla do Guaíba


Quando sobram recursos, é fácil administrar, mas é na dificuldade que a gestão, o planejamento e a criatividade ganham extrema relevância, tornando- se decisivos para o avanço dos projetos. Felizmente, em Porto Alegre, apesar dos ajustes, estamos conseguindo fazer frente a anseios históricos.

É assim com a orla e está sendo assim com uma série de outras ações, como o Pisa, que vai devolver a balneabilidade ao Guaíba. Ainda nesta semana, homologamos a primeira licitação do transporte público da história na Capital, algo em que poucos acreditavam e que irá qualificar um serviço essencial. Em breve, saberemos o resultado da licitação do mobiliário urbano. Isso sem falar em outros avanços, como as obras de mobilidade, o Hospital da Restinga e a nova iluminação em parques e praças.

As previsões para os próximos anos podem não ser as melhores, mas seguiremos trabalhando sério e com planejamento, para seguir avançando. Para que o porto-alegrense possa olhar com mais orgulho a sua cidade. E para que novos reencontros, como o da orla, sejam possíveis.

O RECADO DO PAPA FRANCISCO

foto-final-papaO seminário promovido pela Pontifícia Academia das Ciências Sociais, da Santa Sé, para debater a Encíclica “Laudato Sí” do Papa Francisco e que versa sobre a “Escravidão Moderna e Mudanças Climáticas: o Compromisso das Cidades”, enfatizou a necessidade de tratar de forma simultânea, e em igualdade de tratamento, as agendas ambiental e social.
O workshop, que contou com a presença do Papa Francisco e de 64 prefeitos de todos os continentes, culminou com a assinatura de um documento que declara, entre seus tópicos: 1) as mudanças climáticas induzidas pelo ser humano são uma realidade científica e sua mitigação decisiva é um imperativo ético para a humanidade; 2) neste espaço essencialmente ético, as cidades desempenham um papel vital; 3) os pobres e os excluídos enfrentam terríveis ameaças devido às perturbações climáticas e sociais; 4) a atenuação das alterações climáticas exigirá uma rápida transformação do mundo atual para um mundo alimentado por fontes energéticas renováveis; 5) ao mesmo tempo nos comprometemos a acabar com o abuso, exploração, tráfico e todas as formas de escravidão humana. Foi consenso de que a agenda ambiental tem merecido maior des taque porque ela atinge a todos, de uma ou outra forma.
O desafio é conseguir tratar a agenda social em igualdade de condições, já que ela atormenta somente os pobres e os que desenvolveram uma consciência para os problemas sociais. Na minha participação, como painelista, destaquei a importância de que os recursos financeiros, cada vez mais escassos em contrapartida com a crescente demanda social, sejam investidos a partir da decisão democrática da população, via Orçamento Participativo.
É com a participação da população que Porto Alegre vem realizando a maior obra ambiental de saneamento básico, o Pisa, a construção de milhares de habitações populares, atenção às crianças em vulnerabilidade social (o município é modelo nacional), ampliação do atendimento à saúde pública nas vilas populares, a licitação dos ônibus, obras de macrodrenagem, a coleta seletiva de resíduos em toda a cidade, que gera emprego a 800 ex-catadores, e a ampliação de 580, em 2010, para 624 praças, em 2015, entre outras conquistas.
É a partir de um olhar voltado para as pessoas que continuaremos trabalhando, apesar da queda de arrecadação tributária, para tornarmos a nossa cidade cada vez mais humana e sustentável.José Fortunati
Prefeito de Porto Alegre

* Artigo originalmente publicado no Jornal do Comércio de 23 de julho de 2015.

Teve Copa e Legado

imagem137592Há exatamente um ano, França e Honduras entravam no gramado do Beira-Rio, para o primeiro jogo da Copa do Mundo de 2014, em Porto Alegre. Era ao mesmo tempo o início de uma missão e o coroamento de um trabalho que começou ainda em 2007, quando do planejamento da candidatura ao lado do companheiro João Bosco Vaz.

Do anúncio das cidades-sede ao apito inicial, naquela bela tarde de sol de junho, foi um longo caminho. E, ao contrário do que muitos imaginam, nosso objetivo, mais do que projetar nossa cidade para o mundo, era utilizar o evento para tirar do papel obras esperadas há muito tempo. Embora algumas fossem importantes para o mundial, nenhuma das 14 intervenções se tornaria realidade sem ele.

Mesmo com as dificuldades de se realizar tantas obras ao mesmo tempo, sabíamos que não teríamos outra oportunidade. Optamos por ir muito além da Copa. A crise, que agora aflige o país, com cortes em diversas áreas, mostrou nosso acerto. Hoje, temos cinco obras finalizadas e, à exceção do viaduto da Plínio (que aguarda decisão judicial), todas as demais estão em pleno andamento, com recursos garantidos e entraves superados. Com o conhecimento de quem presidiu, até abril deste ano, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), posso assegurar que nenhuma outra cidade do país garantiu os quase R$ 1 bilhão (sem incluir o metrô) que Porto Alegre recebeu.

Mas esse não foi o único legado. Um evento com tamanha exposição internacional possibilita uma visibilidade que a Capital jamais teve. Da Maison Bleu à invasão argentina, passando pela Orange Square e a onda laranja, nenhuma outra sede inovou tanto quanto a Porto Alegre do Caminho do Gol. Uma das marcas mais fortes do mundial no Brasil. Hoje, prefeituras russas já procuram informações sobre como replicar a iniciativa, durante a Copa de 2018.

Sou um homem de olhar para frente. Forçado, hoje, a olhar para trás, para este balanço, o faço com muito orgulho. Não pessoal. Mas de uma cidade que soube compreender a importância de se abrir para o mundo. E as vantagens para o futuro. Vantagens que vão além da realização de sonhos em concreto e obras, como a revitalização da Orla ou a duplicação da Beira-Rio.

Porto Alegre é hoje uma cidade do mundo. Esse, o nosso maior legado. Por isso, amigos, garanto: Faria tudo de novo!

ESCLARECIMENTO

Foi com tristeza que assisti à reportagem veiculada no Jornal do Almoço de hoje.

Não é a primeira vez que tentam desconstruir a minha trajetória política e da Regina. Enquanto Secretária da Secretaria Especial dos Direitos Animais (SEDA), tentaram configurar o trabalho da Regina como nepotismo. O Tribunal de Justiça julgou e arquivou o processo, pois não havia nada errado. Bom para Porto Alegre, que hoje é uma referência em Direitos Animais.

Agora, mais uma denuncia desta natureza.

Em conversa telefônica, por minha própria iniciativa, que durou 4 minutos e 32 segundos, às 14h35 do dia 22 de maio último, comprovei à reportagem que não havia nenhuma irregularidade nas nomeações.

Durante 10 anos, Regina foi responsável pela organização do Memorial do Legislativo, sendo uma das encarregadas pela revitalização do espaço. Em reconhecimento a este esforço e para que este processo não sofresse interrupção, mesmo com a mudança da presidência da Assembléia Legislativa, decidiu-se manter Regina no Memorial em um cargo de um parlamentar do partido.

Além disso, as nomeações não guardam relação temporal. Quando Regina foi nomeada em novo cargo na AL, a pessoa citada na matéria já nem trabalhava mais na Prefeitura. Isso sem falar que a ex-servidora, no momento de sua admissão e até sua exoneração, não guardava relação de parentesco com qualquer autoridade.

Destaco também que a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através de seus órgãos competentes, respondeu aos pedidos feitos pela reportagem da RBS TV, com base na lei de acesso à informação. Todos os documentos solicitados já foram colocados à disposição da reportagem, através da Procuradoria Geral do Município (PGM).

Embora a denúncia não tenha base legal, faço questão de realizar este esclarecimento em respeito a todos que acompanham minha vida pública e para que não restem dúvidas sobre o episódio.

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