Correio do Povo destaca início das obras do BRT da Protásio

A edição on-line do Correio do Povo, desta segunda-feira, destaca em sua capa a assinatura na ordem de início das obras do BRT da avenida Protásio Alves. Na sequência, reproduzo na íntegra o texto publicado no site do jornal. Boa leitura!

Copa do Mundo já começou em Porto Alegre, diz Fortunati

Prefeito lançou nesta manhã obras do novo modelo de transporte coletivo
 

A Copa do Mundo de 2014 já começou na Capital gaúcha, conforme o prefeito José Fortunati. A declaração foi feita na manhã desta segunda-feira, quando o prefeito ordenou o início das obras do BRT (Bus Rapid Transit), um novo sistema de transporte coletivo que integra a matriz de responsabilidade da Copa. O prefeito afirmou que, mais que pelos jogos, o evento se caracteriza principalmente por todo o legado que deixará. Ele ressaltou o grande salto na qualidade dos ônibus na cidade com o sistema, que é o mais moderno do mundo.

O primeiro local contemplado será a avenida Protásio Alves, próximo à Vila Bom Jesus. Até amanhã, será efetuada a troca da capa asfáltica por uma de concreto, mais duradoura, no trecho próximo à Saturnino de Brito. Para o trabalho, o corredor na área ficará bloqueado. Os usuários deverão embarcar nos ônibus nas ruas laterais. As estações também serão reformadas, pois serão climatizadas, a fim de proporcionar melhores condições para a população.

O sistema de transporte será implantado nas 14 paradas da Protásio Alves e também na Bento Gonçalves, João Pessoa, Padre Cacique e Voluntários da Pátria. Através do Twitter, os portoalegrenses estão sugerindo nomes para o novo tipo de transporte. Entre as opções mais votadas estão BRTchê e Ligeirito. Em Curitiba, onde já é utilizado, o sistema foi apelidado de Ligeirinho.

Foto: Reprodução/CP

Fonte: Correio do Povo

Reportagem de ZH destaca qualificação do Centro Histórico de POA

A Zero Hora deste sábado, dia 10, trouxe uma reportagem que destacou o processo de qualificação pelo qual atravessa o Centro Histórico da nossa Porto Alegre.

Abaixo, reproduzo a matéria, assinada pelos repórteres Erik Farina e Lara Ely,  que explica as principais mudanças e mostra o que vem atraindo moradores e visitantes para essa região tão nobre e importante da cidade.

Além disso, o texto traz também a opinião de alguns empresários, especialistas e investidores que explicam porque apostaram no Centro para realizar negócios, bem como oferecer seus produtos e serviços.

 

 

Interessados em público de maior poder aquisitivo, empresários voltam a investir no centro da Capital

Consumo, gastronomia, lazer e vida cultural renovados atraem visitantes e moradores ao coração de Porto Alegre
 
Erik Farina e Lara Ely *
 

A imagem de um Centro abarrotado de lojas populares e pontilhado de carrocinhas de lanche barato, que se consolidou no imaginário dos porto-alegrenses com menos de 40 anos, está ficando para trás.

Grandes redes de comércio e restaurantes que cobiçam um público de maior poder aquisitivo e mais descolado voltam seus olhos ao potencial da região.

Bistrôs, cafeterias com origem em shopping centers e lojas que atendem a consumidores das classes A e B estão voltando a investir no centro histórico da Capital. Diversas inaugurações ocorreram em espaços de antigas galerias, cinemas ou espaços antes ocupados por negócios populares.

Inaugurada em novembro, a Paquetá da esquina da Rua dos Andradas com a Avenida Borges de Medeiros, onde antes funcionava a Gaston, foi concebida para atender a um público mais exigente.

Com investimento de R$ 1 milhão, recebeu decoração e iluminação idêntica às unidades de shoppings e uma área masculina exclusiva para atender a empresários e executivos que trabalham na região.

— O centro voltou a ser atraente para a classe B — avalia Paulina Bacher, gerente de marketing da Paquetá.

São duas explicações para a retomada do interesse na área: a ascensão da classe média, que tem no comércio de rua um espaço de lazer, convivência e consumo, e as obras de melhoria nos últimos anos, que trouxeram mais organização à área, atraindo clientes mais endinheirados.

— Com mais acesso à informação e dinheiro no bolso, a classe média está à procura de marcas conhecidas, e as empresas maiores se movimentam para atendê-la — afirma Artur Vasconcellos, coordenador da área de mercado de pós-graduação da ESPM-Sul.

A redescoberta do comércio do Centro se dá em harmonia com as características históricas e culturais da região. A Lojas Renner prepara a inauguração de uma loja no antigo prédio da Livraria do Globo, na Andradas, tombado como patrimônio histórico de Porto Alegre.

Para adequar o negócio à estrutura do prédio, foram restaurados parapeitos, paredes de tijolo à vista e tubulações aparentes. O investimento na loja chega a R$ 14 milhões.

O resultado é um espaço diferente de qualquer outro dos 164 pontos de venda da empresa no Brasil, com um memorial da cidade e um Café do Porto, rede conhecida por cafeterias em locais frequentados pela classe média alta.

— Custaria menos inaugurar uma loja em um prédio normal, mas quisemos contribuir com a recuperação do prédio — afirma José Galló, diretor-presidente da Lojas Renner.

Ressurgido para o consumo, o Centro deverá permanecer receptivo aos negócios. A recuperação da área do Cais do Porto reforça a tendência.

— O Centro deve se tornar o principal local de convívio social nos próximos anos, atraindo novos negócios — afirma Gustavo Schifino, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas da Capital (CDL).

Desde 2005, o Projeto Viva o Centro, liderado pela prefeitura com participação privada, rendeu investimentos ao redor de R$ 80 milhões, calcula o coordenador do Viva o Centro, Glênio Bohrer.

Os pontos da sofisticação

A popularização do espumante pega carona na elitização do centro de Porto Alegre. Enquanto as champanharias buscam diminuir o estereótipo dos públicos A e B, algumas lojas do centro querem atingir consumidores mais abastados. O sucesso das champanharias no centro histórico surge nessa brecha.

Frequentadas por profissionais que trabalham no centro, como funcionários públicos, advogados e políticos, recebem pessoas que se deslocam de outros bairros até a Rua Duque de Caxias para encontrar os amigos e degustar a bebida por preços mais acessíveis. A iniciativa de popularizar o espumante foi da Ovelha Negra, instalada na esquina da Bento Martins desde 2004.

Hoje, a pioneira já mostra uma tendência. Para quem, além do espumante, gosta de jazz e charutos, uma nova opção é a Six Champanheria e Charutaria, aberta há três meses. Localizado na esquina da Rua General Cipriano Ferreira, o local tem mesas de madeira, luz indireta e uma sala dedicada para apreciadores para quem quiser fumar.

Oriental e descolado

Ao voltar das aulas de português na Faculdade de Letras da UFRGS, os amigos coreanos Ji Hoon Kim, Seongheon Yook e Hyeon Hee Lee aproveitam a passagem pelo Centro para saborear temakis especiais preparados pelo sushiman Rodrigo Farias de Oliveira, o Seninha.

Alvo predileto dos turistas no centro da capital, os temakis do Mercado Público viraram febre entre os apaixonados por comida japonesa. Com opções no cardápio entre R$ 5 e R$ 10, o Shusi Seninha aposta no atendimento personalizado, na proximidade com os sushimen e num cardápio com mais opções.

Segue a trilha aberta pelo concorrente Japesca. O sushibar e restaurante instalado no Mercado Público começou como uma aposta tímida do empresário, mas as longas filas no horário do almoço mostram que a ideia foi bem recebida.

Quem come no balcão tem a vantagem de experimentar algumas invenções exclusivas do chef, que muitas vezes chegam ao cliente como cortesia. As promoções também são outro diferencial do Seninha.

Com o aroma das ideias

Como decorrência de programas culturais ou reuniões de negócios, as cafeterias costumam ser muito frequentadas pela classe média e média alta no centro da cidade. Foi apostando nesse público que o Café à Brasileira consolidou seu espaço na Rua Uruguai, onde está instalado há 15 anos.

— O negócio não está maior, ou com um público novo. Ele simplesmente nunca parou de crescer – afirma o proprietário, José Ângelo Gouveia.

Entre os visitantes estão profissionais liberais, funcionários públicos e aposentados. Em pesquisa realizada há alguns anos, Gouveia constatou que a renda média dos clientes era de R$ 4 mil.

Seguindo o aroma de bons negócios, outras opções surgem, como o Café do Porto da nova loja Renner, na Rua da Praia. No terceiro andar do prédio da antiga Livraria do Globo, um memorial vai oferecer espaço de interatividade entre cultura e consumo. Segundo o arquiteto responsável, Alexandre Cohen, a obra representa uma demonstração do apelo de compra aliado à memória afetiva da população.

Cultura é outro atrativo

Prédios históricos, museus em abundância, bares e cafeterias charmosos. Eis uma fórmula certeira para atrair gente interessada em vida cultural e consumo diferenciado e que vem dando certo no Centro. Jovens, intelectuais e turistas que encerravam visitas a exposições e precisavam ir até a Cidade Baixa ou a Padre Chagas para desfrutar dos pontos de lazer passaram a encontrar opções no coração da cidade.

Casas de sushi, como Seninha e Japesca, no Mercado Público, champanharias como a nova Six e a conhecida Ovelha Negra, na Duque de Caxias, e o Chalé da Praça XV tornaram-se pontos de encontro para grupos.

— Revitalizações de regiões centrais ocorrem em grandes cidades. Essas áreas, outrora pontos de encontro social e de consumo, decaíram com a expansão das metrópoles e a popularização dos shopping centers. Precisaram ser recuperados e, então, tornaram-se atrações — explica o coordenador do Viva o Centro, Glênio Bohrer.

Foi assim em Barcelona, onde a região central e portuária foi recuperada para os Jogos Olímpicos de 1992, e no Rio de Janeiro, onde o Centro, antes dominado por prédios velhos e malcuidados, recebeu novos empreendimentos e se tornou um dos locais mais procurados para um chope no final de tarde.

* erik.farina@zerohora.com.br ; lara.ely@zerohora.com.br

Fonte: Zero Hora

Grupo de Trabalho avança na busca de regramento para a Cidade Baixa

Na tarde desta sexta-feira, 9, estive reunido com o Grupo de Trabalho criado para buscar uma solução para o conflito estabelecido entre moradores e estabelecimentos comerciais que funcionam no bairro Cidade Baixa. Reunimos esse fórum para discutir com todas as instâncias envolvidas, de forma democrática como é tradição na Capital dos gaúchos, a melhor solução possível para a questão.

Tivemos um encontro produtivo, no qual avançamos bastante. Conseguimos uma ampla participação com a presença dos segmentos envolvidos e percebemos em todos os interlocutores muita disposição para contribuir na construção de um consenso que normatize de forma específica cada estabelecimento existente naquela região da cidade.

É importante deixar claro que, para toda a convivência social, é necessária a existência de um regramento e, numa cidade com Porto Alegre, com sua tradição histórica de respeito ás diferenças, isso é mais que adequado, é necessário. Estamos trabalhando para chegar a um modelo que contemple os direitos e deveres de todos. Queremos, ao fim e ao cabo, fechar um decreto que normatize a prática comercial nesse importante bairro e que permita a convivência harmônica entre comerciantes, visitantes e moradores.

Acredito num desfecho favorável muito em breve e na próxima semana já temos marcado um novo encontro.

Por fim, parabenizo a todos os integrantes do Grupo de Trabalho, formado por representantes dos moradores, dos empresários donos de bares, restaurantes e casas noturnas, músicos, e de várias secretarias da Prefeitura, que tem dedicado esforços a essa causa e que, de uma forma madura e propositiva, têm contribuído para que alcancemos o objetivo maior que é o bem comum.

Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

INVESTIMENTO RECORDE AMPLIA CHANCES DE REELEIÇÃO DE FORTUNATI

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), não conseguiu o desejado apoio do PT para a disputa eleitoral deste ano, mas aposta nos números da administração para tocar a campanha à reeleição. Na última pesquisa Ibope, divulgada no fim de dezembro, Fortunati alcançou 40% de ótimo e bom. Com um orçamento superavitário e a previsão de investimentos recordes na cidade em função das obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014, ele pode chegar às urnas em boas condições de vencer a disputa e permanecer no cargo que assumiu em março de 2010. Até então ele era vice do ex-prefeito José Fogaça (PMDB), que renunciou para disputar – e perder – a eleição ao governo do Estado.

O orçamento da prefeitura para este ano chega a R$ 4,5 bilhões, 11% superior ao de 2011, com investimentos previstos de R$ 816 milhões. Os aportes bancados com operações de crédito somam R$ 412 milhões, dos quais 60% se referem a financiamentos federais para as obras para a Copa, com condições diferenciadas de prazos (20 anos para pagar após quatro de carência) e juros (6% ao ano, mais 2% de taxa de administração e 0,5% de taxa de risco, também ao ano). Outros R$ 75 milhões correspondem a verbas da União repassadas a fundo perdido e o restante a recursos próprios do município.

No total, Porto Alegre receberá quase R$ 500 milhões em financiamentos para projetos vinculados à principal competição mundial do futebol até 2014, informa Fortunati. Em 2011, conforme o secretário da Fazenda, Roberto Bertoncini, os investimentos totais da prefeitura crescerão de 8% a 9% em termos reais sobre os R$ 248,7 milhões de 2010 e, mesmo assim, de janeiro a outubro o município já acumulava superávit orçamentário de R$ 425 milhões, ante R$ 255 milhões em igual período do ano passado.

Apesar dos números reluzentes, Fortunati afirma que não fará “aventuras” nem irá “rasgar dinheiro” por se tratar de ano eleitoral. “Não me passa pela cabeça não ter equilíbrio fiscal. Seria uma irresponsabilidade, até porque pretendo continuar e não posso preparar uma armadilha para mim mesmo”, diz. De acordo com ele, a prefeitura não terá que reduzir investimentos em outras áreas para liberar recursos para as obras da Copa. “Nosso orçamento é realista e fazemos projeções não ufanistas”.

O pedetista governa numa aliança com o PMDB, PTB, PSDB, PP, PPS e PRB, que juntos com o próprio PDT reúnem 21 dos 36 vereadores da cidade. O DEM não integra o governo, mas o único vereador da sigla costuma votar junto com a base aliada, assim como o PPL. O novato PSD, com três representantes na Câmara e sua postura de “neutralidade”, também não atrapalha o sono do prefeito.

A oposição fica por conta do PT, que tem a maior bancada na Câmara, com sete vereadores, mas pega leve com Fortunati porque leva em conta o apoio do PDT ao governador petista Tarso Genro e à presidente Dilma Rousseff. O PSB tem um representante e o PSOL, o que faz mais barulho entre os oposicionistas, tem dois. Com essa composição, 100% dos projetos de lei propostos pelo prefeito foram aprovados no Legislativo.

Depois de ver naufragar a tentativa de aproximação com o PT para a eleição deste ano, o prefeito está negociando com os partidos da base atual para montar a aliança “mais ampla possível”. Se o quadro se mantiver como está hoje, ele enfrentará outros dois candidatos da base dos governos estadual e federal, o deputado estadual petista Adão Villaverde e a deputada federal do PCdoB, Manuela D’Ávila, e espera que tanto Dilma quanto Genro assumam posições de “estadistas” na campanha.

“Nem falo em neutralidade, mas em respeito”, diz. De acordo com ele, dependendo do nível de envolvimento de ambos na disputa do ano que vem, haverá “consequências” sobre o quadro de alianças em 2014. “O governante tem que colocar isso na conta, porque ninguém entra num processo eleitoral achando que só terá benesses. Isso é da vida e seria hipocrisia não dizer”, afirmou.

Os investimentos relacionados à Copa de 2014 deverão pautar os debates neste ano e Fortunati sabe que terá que brigar com os demais candidatos da base do governo federal pela paternidade dos projetos. A carteira inclui obras vistosas como o metrô de Porto Alegre (que na verdade deverá ficar pronto em 2017) e a construção de uma ampla área de lazer no cais do porto, além de ampliações e melhorias em avenidas importantes. Mas ele não está preocupado com isso.

“Não vou desconhecer as parcerias de forma alguma, mas todas essas obras têm o protagonismo da prefeitura e não tem nada aí que não tenha a minha mão”, afirma o prefeito, lembrando que trabalhou pelos projetos desde que foi secretário do Planejamento na primeira gestão do ex-prefeito José Fogaça (2005-2008). “Isso eu vou discutir com muita tranquilidade no momento adequado”.

Fonte: Valor Econômico – 09/01/2012

PROJETOS DE QUATRO PAÍSES VENCEM NO DESAFIO CAMPUS PARTY

Ao abrir as portas para ideias inovadoras do mundo todo, Porto Alegre conquistou importantes colaborações para qualificar as áreas da saúde, educação, mobilidade, emprego e limpeza urbana. Os cinco projetos finalistas e o grande vencedor do desafio Campus Party – Como tornar Porto Alegre uma cidade ainda mais inovadora, lançado pela prefeitura em parceria com a Futura Networks, foram conhecido na manhã desta quinta-feira, dia 8.  Um espanhol, dois mexicanos, um colombiano e um brasileiro são os autores dos projetos selecionados entre 395 inscrições de 13 países. Conheça os projetos vencedores:

Rodrigo López Vásquez (Desenvolvimento Tecnológico) – mexicano. O projeto ecOreal, aplicativo para Facebook que trata do sistema de coleta de lixo seco e reciclagem de forma multidisciplinar e divertida. Os moradores da capital gaúcha poderiam recolher materiais reciclados (PET, alumínio, plásticos, papel etc.), que seriam dirigidos a pontos de coletas especiais e receber pontos, os tais “EcoReais”, que poderão ser trocados por mercadorias em estabelecimentos comerciais participantes. A iniciativa traria um grande incentivo para a reciclagem, melhorias na coleta de lixo e também ganhos de imagem para as empresas parceiras.

 

 

Marcelo Amaral (Educação) – gaúcho de Novo Hamburgo, único brasileiro entre os cinco vencedores. No projeto Smart TRI, com um só cartão, os usuários poderão ter acesso ao transporte público da cidade de Porto Alegre e também a várias informações, como acervos de trabalhos acadêmicos e documentos históricos sobre a capital gaúcha. Terminais físicos distribuídos em universidades, escolas, institutos culturais, prédios públicos, centros comunitários, livrarias, aeroportos e estações de trem permitiriam o acesso a estas informações com o uso do cartão, da mesma forma que ele é usado nos ônibus.

 

 

Alejandra Sifuentes (Trabalho e Emprego) – mexicana. Preocupada com os índices de informalidade da força de trabalho, Alejandra Sifuentes foi a escolhida na categoria Trabalho e Emprego. O projeto “Bolsa de Empleo de Trabajos Temporales” propõe criar uma bolsa de emprego de trabalhos temporários. A iniciativa que permitiria amenizar a incerteza econômica do desemprego e aumentar estabilidade do trabalho informal seria viável por meio de um site, onde os usuários entrariam em contato diretamente com os empregadores, em busca da vaga temporária. Os empregados também seria recomendados pelos empregadores, tornando-se referência para novos trabalhos.

 

 

Juan Jose Gasca Rubio (Mobilidade Urbana) – espanhol. O projeto Biking Tour cria sistema de sinalização de direção para bicicletas por meio de GPS. O dispositivo é composto por dois LED’s, um vermelho e outro verde, projetados para serem colocados no guidão das bicicletas. O usuário define a rota que fará utilizando um aparelho móvel com GPS. Ao andar com a bicicleta, o GPS verifica o posicionamento e caso o caminho requeira virar a esquerda, uma luz vermelha acende no guidão esquerdo da bicicleta; para virar à direita, a luz verde entra em ação. A iniciativa torna a bicicleta uma alternativa ainda mais viável de mobilidade urbana.

 

 

William Hernán Gómez (Saúde) – colombiano. O projeto Amigo – Atenção Médica Imediata Geral On-line oferece sistema de consultas médicas por meio de Internet. A consulta, em vez de presencial, seria online, reduzindo custos de deslocamento do usuário. O projeto também otimizaria o tempo de atendimento, já que o banco de dados armazenaria o histórico dos pacientes, contribuindo para o aumento da qualidade de vida da população de Porto Alegre. Além disso, pontos de atendimento móveis e em locais estratégicos facilitariam e aumentariam o acesso dos habitantes ao sistema de saúde.

 


Campus Party – Criada na Espanha, em 1997, a Campus Party é um evento que reúne talentos especializados e criativos. Os participantes do evento mudam-se com computadores, malas e barracas para dentro de uma arena, onde as máquinas se conectam a uma rede superveloz, e os integrantes convivem em torno de oficinas, palestras, conferências, competições e atividades de lazer. A partir de 2008, a Futura Networks, organizadora da Campus Party, deu início a um processo de internacionalização, e o evento ganhou edições no Brasil, Colômbia, México e Equador. Hoje, a Futura Networks dispõe de uma base de mais de 140 mil usuários avançados de Internet, com olhar diferente, tecnológico e multidisciplinar do mundo.

 

PESCANDO LIXO: UMA AÇÃO DE GOVERNANÇA E PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE

Hoje participei  da 4ª edição do projeto Pescando Lixo. A iniciativa mobilizou mais de cem barcos da colônia de pescadores das Ilhas. Ao todo, foram recolhidas 12 toneladas de detritos depositados nos rios.  Sem dúvida trta-se de uma ação de governança e preservação do meio ambiente. A atividade que uniu prefeitura, pescadores e iniciativa privada na limpeza das águas do Delta do Jacuí integra o movimento “Porto Alegre: Eu curto. Eu cuido.”.

GURI DE URUGUAIANA E A IMPORTÂNCIA DA CALÇADA

TRI – CINCO MILHÕES DE PASSAGENS GRATUITAS EM 55 DIAS

Passagem gratuita provocou aumento na procura pelo cartão TRI

Após cinquenta e cinco dias, mais de cinco milhões de usuários dos cartões TRI já se beneficiaram da segunda passagem gratuita nos ônibus da Capital. A integração sem custo é válida para quem utiliza os cartões TRI Vale-Transporte, Passe Antecipado e Escolar, com deslocamento realizado até 30 minutos após o tempo de viagem de cada linha.

Os estudantes e professores que possuem o TRI Escolar seguem pagando meia passagem, só que, agora, a segunda viagem não é cobrada. “Estamos percebendo que há uma maior procura pelo Cartão TRI, já temos 971 mil usuários cadastrados. Quem pagava somente com dinheiro está aderindo ao Passe Antecipado, para utilizar a segunda viagem gratuita”, afirmou Paulo Sérgio Machado, coordenador do Centro Integrado de Passagens Escolar e Isenções da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

Além da segunda passagem grátis, outros benefícios fazem parte de um conjunto de medidas para qualificar o transporte: implantação no sistema do cartão SIM Vale-transporte da Trensurb; integração do TRI (Porto Alegre) e do SIM (Trensurb), com desconto para usuários do vale-transporte e da passagem antecipada; e a compra dividida de créditos escolares.

Créditos escolares – No segmento TRI Escolar, há possibilidade de compra dividida de créditos escolares, impactando positivamente no orçamento familiar. A opção consiste na possibilidade de mais de uma compra de passagens por mês. Até então, estudantes e professores podiam realizar apenas uma recarga. Com o benefício, é possível fazer até quatro compras mensais, desde que não exceda o limite de créditos permitidos, que é de 75 passagens, ou 150 para quem comprova necessidade.

Outras informações no fone 156 e no site www.tripoa.com.br

Fonte: PMPA

Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

24 DE AGOSTO: MORTE DE GETÚLIO VARGAS

Hoje, no aniversário da morte de Getúlio Vargas, um dos maiores presidentes que o Brasil já teve, que se suicidou em 24 de agosto de 1954, é dia de refletirmos sobre seu legado político e administrativo como a criação do Ministério do Trabalho, o Ministério da Indústria e Comércio, o Ministério da Saúde e Ministério da Educação e Cultura, o MEC. Foram dele também muitas outras iniciativas importantes como a de estabelecer o primeiro Código Eleitoral do Brasil, instituir a OAB, o Correio Aéreo Nacional, o Departamento de Aviação Civil (DAC), a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT), a Carteira de Trabalho, o Instituto Nacional de Estatística, atual IBGE, e a Petrobras. Aabaixo um vídeo que retrata o sentimento da época com a morte do presidente e a íntegra de sua carta-testamento.

A Carta-Testamento de Getúlio Vargas, na íntegra:

Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.

Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.

E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.

(Rio de Janeiro, 23/08/54 – Getúlio Vargas)

NOSSA PORTO ALEGRE – COLETA AUTOMATIZADA DE LIXO ORGÂNICO

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