METRÔ: O SONHO PORTO-ALEGRENSE VIRA REALIDADE*

“Quando o Rio Grande do Sul se une, as coisas acontecem”. Usei essa frase em 14 de outubro 2011, quando a presidenta Dilma Rousseff esteve aqui para anunciar recursos federais para o Metrô de Porto Alegre. Hoje, passados exatos dois anos de muito trabalho e aperfeiçoamentos necessários, repito a afirmação para comemorar o sonho porto-alegrense que finalmente começa a sair do papel e a se tornar realidade.

A presidenta veio a Porto Alegre no sábado, 12, para consolidar o encaminhamento definitivo que irá viabilizar uma obra há décadas
grandes metrópoles mundiais que contam com o Metrô como espinha dorsal do transporte público.  Esta e as futuras gerações terão um transporte coletivo de alta qualidade e integrado com os demais modais, como o sistema BRT (transporte rápido por ônibus), o Trensurb e as linhas da Região Metropolitana. O Metrô será um marco na qualidade de vida dos mais de 320 mil usuários que diariamente farão o deslocamento entre o Centro, a Zona Norte e os municípios vizinhos de forma mais rápida, em uma infraestrutura confortável, segura e democrática.desejada pelos cidadãos da nossa cidade. Nesses dois últimos anos, trilhamos um caminho intenso de negociações, projetos técnicos e estudos de mercado, todas etapas fundamentais e inerentes à responsabilidade de realizar um investimento público de grande porte como o Metrô, com construção orçada em R$ 4,8 bilhões.

Esse investimento vai transformar a rotina dos moradores e visitantes de Porto Alegre, colocando a nossa Capital no patamar das
Em nome da cidade de Porto Alegre, torno público o meu sincero agradecimento à sólida rede de parceiros formada em torno do projeto: à equipe do governo federal, que foi incansável ao apoiar a qualificação da proposta e buscar alternativas para viabilizar o investimento; ao governo do Estado, que trabalhou alinhado com a prefeitura para não deixar escapar a grande oportunidade para a Capital gaúcha; às lideranças políticas do Executivo e do Legislativo engajadas na nossa luta ao longo do tempo; e, especialmente, aos profissionais do município, dedicados a consolidar um novo horizonte para Porto Alegre.

Hoje, temos as condições técnicas e financeiras necessárias para tornar realidade o sonho porto-alegrense do Metrô. Publicaremos nesta semana a nova proposta de manifestação de interesse para o mercado apresentar os estudos de viabilidade, etapa anterior à licitação que garante transparência, sustentação técnica e otimização dos recursos públicos. Não são poucos os desafios pela frente para tirar essa grande obra do papel, mas o projeto está sustentado no comprometimento em fazer uma cidade melhor no presente e para o futuro. Mãos à obra, porque temos um metrô a construir.

* Artigo publicado na edição desta segunda-feira, 14, na editoria de opinião do jornal Zero Hora.

FORTUNATI DESTACA PROJETOS PARA MAIS SEGURANÇA

Mesmo que as responsabilidades dos municípios sejam subsidiárias em relação a Segurança Pública a questão constitui um dos 12 eixos do plano de governo da coligação Por Amor a Porto Alegre do candidato José Fortunati (PDT). O plano vai propor avanços em relação às iniciativas que a administração municipal vem realizando desde 2005 e que são coordenadas pelo programa estratégico Vizinhança Segura.

As ações são prioritariamente preventivas, como as de segurança nos parques e praças, nas escolas municipais, no trânsito, nos prédios públicos, além da participação em redes locais de direitos humanos nos quatro Territórios da Paz da cidade – Lomba do Pinheiro, Restinga. Bom Jesus e Cruzeiro. Também tem sido efetiva a atuação em segurança cidadã dos 16 Foruns Regionais de Justiça e Segurança, organizados nas regiões do Orçamento Participativo em parceria com as comunidades locais, a Guarda Municipal e os outros órgãos de segurança.

A implantação do projeto Porto Alegre + Luz, que substituiu todo o parque de iluminação pública de 80,5 mil pontos por um sistema mais eficiente, também contribuiu para um ambiente mais seguro à população nos seus deslocamentos noturnos.

Para o futuro, um conjunto de projetos já começa a ser implantado, com ações de inteligência, propostas de prevenção e educação e uma integração cada vez maior com os órgãos de segurança fazendo parte dos planos, que incluem também o aumento do efetivo policial em Porto Alegre.“ Vamos atuar principalmente sobre a prevenção para que fatos inadequados à sociedade não aconteçam. Exemplo é sistema de videomonitoramento nas escolas, a ser implantado até o final do ano, num trabalho de prevenção para que as crianças cheguem ao ambiente escolar com toda segurança, combatendo o bulling, a violência e dando tranqüilidade aos pais de que as crianças estão em segurança”, destaca Fortunati.

Propostas – Entre as propostas para a Segurança Pública, já incluídas na primeira versão do plano de governo “Porto Alegre Mais, Melhor, com Todos”, destacam-se:

- ampliar o cercamento eletrônico dos parques, com a instalação de câmeras de vídeo ao longo do perímetro desses espaços;
- tornar pleno o funcionamento do Centro Integrado de Comando da cidade, em implantação, com sistemas de informação, comunicação, operação e viodeomonitoramento;
- ampliar rede de videomonitoramento, completando o projeto que cobrirá toda a rede municipal de ensino;
- implantar unidade móvel do Centro de Referência às Vítimas de Violência para atendimento nas próprias comunidades;
- qualificar permanentemente a Guarda Municipal, dotando-a dos recursos necessários e promovendo sua maior integração com as outras forças de segurança.

Pesquisa – O coordenador político da coligação “Por Amor a Porto Alegre”, deputado federal Vieira da Cunha (PDT), comentou a pesquisa do Instituto Methodus publicada nesta terça-feira, 17, com as intenções de voto para prefeito de Porto Alegre, que revelou o crescimento de José Fortunati (PDT). De acordo com ele, neste início de campanha, as pesquisas são uma representação do potencial de cada candidato. “O que expressa o desejo do eleitor é o voto espontâneo e nesse cenário Fortunati lidera”, avalia.
Vieira destaca ainda a importância da propaganda eleitoral no rádio e televisão, na qual a coligação de Fortunati, por ter o maior número de adesões, contará com mais tempo para apresentar suas conquistas e propostas. “Vamos liderar todos os cenários à medida que os eleitores associarem a candidatura do Fortunati aos avanços da cidade nos últimos anos. Isso porque todas as pesquisas revelam uma excelente avaliação do atual governo, com índices superiores a 70%. Ou seja, temos um terreno fértil para crescer mais ainda durante a campanha.”, afirmou.

FORTUNATI DESTACA SEGURANÇA COMO PRIORIDADE

Ao apresentar hoje, 28, o Centro Integrado de Comando da Capital, o prefeito José Fortunati destacou a importância que as ações para a melhorias das condições de segurança urbana passam a ter na administração municipal e revelou que a segurança dos porto-alegrenses continuará a ser prioridade na próxima gestão. Um conjunto de projetos começa a ser implantado, com ações de inteligência, propostas de prevenção e educação e uma integração cada vez maior com os órgãos de segurança fazendo parte dos planos, que incluem também o aumento do efetivo policial em Porto Alegre: “Em audiência com o governador Tarso Genro fiz um pedido de aumento de efetivo da Brigada, mostrei com dados que Porto Alegre tem hoje a necessidade de quase cinco mil brigadianos e estamos hoje pouco mais do que 2.600. É uma defasagem de muitos anos que o governo estadual tem que recuperar. A Capital é o grande centro urbano do estado, com maior número de ocorrências, por isso fiz o pedido ao governador”, explicou Fortunati.

O prefeito revelou ainda que o Município está fazendo sua parte, com o aumento do efetivo da Guarda Municipal, ampliação do videomonitoramento inclusive para a rede escolar, melhorias em todo o sistema de iluminação da cidade tornando os espaços públicos mais seguros, cercamento eletrônico dos parques, além do próprio Centro Integrado de Comando (CEIC), que terá a participação de vários órgãos para garantir mais segurança na prevenção e agilidade no atendimento à população.
Para Fortunati, é importante o investimento em prevenção e exemplificou: “ Não queremos somente atuar sobre o que já aconteceu, vamos atuar sobre a prevenção para que fatos inadequados à sociedade não aconteçam. Exemplo é sistema de videomonitoramento nas escolas, a ser implantado até o final do ano, num trabalho de prevenção para que as crianças cheguem ao ambiente escolar com toda segurança, combatendo o bulling, a violência e dando tranqüilidade aos pais de que as crianças estão em segurança”.

Foto: Jéfferson Bernardes

DIGNIDADE E QUALIDADE DE VIDA NA NOVA CHOCOLATÃO

Reportagem de ZH destaca qualificação do Centro Histórico de POA

A Zero Hora deste sábado, dia 10, trouxe uma reportagem que destacou o processo de qualificação pelo qual atravessa o Centro Histórico da nossa Porto Alegre.

Abaixo, reproduzo a matéria, assinada pelos repórteres Erik Farina e Lara Ely,  que explica as principais mudanças e mostra o que vem atraindo moradores e visitantes para essa região tão nobre e importante da cidade.

Além disso, o texto traz também a opinião de alguns empresários, especialistas e investidores que explicam porque apostaram no Centro para realizar negócios, bem como oferecer seus produtos e serviços.

 

 

Interessados em público de maior poder aquisitivo, empresários voltam a investir no centro da Capital

Consumo, gastronomia, lazer e vida cultural renovados atraem visitantes e moradores ao coração de Porto Alegre
 
Erik Farina e Lara Ely *
 

A imagem de um Centro abarrotado de lojas populares e pontilhado de carrocinhas de lanche barato, que se consolidou no imaginário dos porto-alegrenses com menos de 40 anos, está ficando para trás.

Grandes redes de comércio e restaurantes que cobiçam um público de maior poder aquisitivo e mais descolado voltam seus olhos ao potencial da região.

Bistrôs, cafeterias com origem em shopping centers e lojas que atendem a consumidores das classes A e B estão voltando a investir no centro histórico da Capital. Diversas inaugurações ocorreram em espaços de antigas galerias, cinemas ou espaços antes ocupados por negócios populares.

Inaugurada em novembro, a Paquetá da esquina da Rua dos Andradas com a Avenida Borges de Medeiros, onde antes funcionava a Gaston, foi concebida para atender a um público mais exigente.

Com investimento de R$ 1 milhão, recebeu decoração e iluminação idêntica às unidades de shoppings e uma área masculina exclusiva para atender a empresários e executivos que trabalham na região.

— O centro voltou a ser atraente para a classe B — avalia Paulina Bacher, gerente de marketing da Paquetá.

São duas explicações para a retomada do interesse na área: a ascensão da classe média, que tem no comércio de rua um espaço de lazer, convivência e consumo, e as obras de melhoria nos últimos anos, que trouxeram mais organização à área, atraindo clientes mais endinheirados.

— Com mais acesso à informação e dinheiro no bolso, a classe média está à procura de marcas conhecidas, e as empresas maiores se movimentam para atendê-la — afirma Artur Vasconcellos, coordenador da área de mercado de pós-graduação da ESPM-Sul.

A redescoberta do comércio do Centro se dá em harmonia com as características históricas e culturais da região. A Lojas Renner prepara a inauguração de uma loja no antigo prédio da Livraria do Globo, na Andradas, tombado como patrimônio histórico de Porto Alegre.

Para adequar o negócio à estrutura do prédio, foram restaurados parapeitos, paredes de tijolo à vista e tubulações aparentes. O investimento na loja chega a R$ 14 milhões.

O resultado é um espaço diferente de qualquer outro dos 164 pontos de venda da empresa no Brasil, com um memorial da cidade e um Café do Porto, rede conhecida por cafeterias em locais frequentados pela classe média alta.

— Custaria menos inaugurar uma loja em um prédio normal, mas quisemos contribuir com a recuperação do prédio — afirma José Galló, diretor-presidente da Lojas Renner.

Ressurgido para o consumo, o Centro deverá permanecer receptivo aos negócios. A recuperação da área do Cais do Porto reforça a tendência.

— O Centro deve se tornar o principal local de convívio social nos próximos anos, atraindo novos negócios — afirma Gustavo Schifino, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas da Capital (CDL).

Desde 2005, o Projeto Viva o Centro, liderado pela prefeitura com participação privada, rendeu investimentos ao redor de R$ 80 milhões, calcula o coordenador do Viva o Centro, Glênio Bohrer.

Os pontos da sofisticação

A popularização do espumante pega carona na elitização do centro de Porto Alegre. Enquanto as champanharias buscam diminuir o estereótipo dos públicos A e B, algumas lojas do centro querem atingir consumidores mais abastados. O sucesso das champanharias no centro histórico surge nessa brecha.

Frequentadas por profissionais que trabalham no centro, como funcionários públicos, advogados e políticos, recebem pessoas que se deslocam de outros bairros até a Rua Duque de Caxias para encontrar os amigos e degustar a bebida por preços mais acessíveis. A iniciativa de popularizar o espumante foi da Ovelha Negra, instalada na esquina da Bento Martins desde 2004.

Hoje, a pioneira já mostra uma tendência. Para quem, além do espumante, gosta de jazz e charutos, uma nova opção é a Six Champanheria e Charutaria, aberta há três meses. Localizado na esquina da Rua General Cipriano Ferreira, o local tem mesas de madeira, luz indireta e uma sala dedicada para apreciadores para quem quiser fumar.

Oriental e descolado

Ao voltar das aulas de português na Faculdade de Letras da UFRGS, os amigos coreanos Ji Hoon Kim, Seongheon Yook e Hyeon Hee Lee aproveitam a passagem pelo Centro para saborear temakis especiais preparados pelo sushiman Rodrigo Farias de Oliveira, o Seninha.

Alvo predileto dos turistas no centro da capital, os temakis do Mercado Público viraram febre entre os apaixonados por comida japonesa. Com opções no cardápio entre R$ 5 e R$ 10, o Shusi Seninha aposta no atendimento personalizado, na proximidade com os sushimen e num cardápio com mais opções.

Segue a trilha aberta pelo concorrente Japesca. O sushibar e restaurante instalado no Mercado Público começou como uma aposta tímida do empresário, mas as longas filas no horário do almoço mostram que a ideia foi bem recebida.

Quem come no balcão tem a vantagem de experimentar algumas invenções exclusivas do chef, que muitas vezes chegam ao cliente como cortesia. As promoções também são outro diferencial do Seninha.

Com o aroma das ideias

Como decorrência de programas culturais ou reuniões de negócios, as cafeterias costumam ser muito frequentadas pela classe média e média alta no centro da cidade. Foi apostando nesse público que o Café à Brasileira consolidou seu espaço na Rua Uruguai, onde está instalado há 15 anos.

— O negócio não está maior, ou com um público novo. Ele simplesmente nunca parou de crescer – afirma o proprietário, José Ângelo Gouveia.

Entre os visitantes estão profissionais liberais, funcionários públicos e aposentados. Em pesquisa realizada há alguns anos, Gouveia constatou que a renda média dos clientes era de R$ 4 mil.

Seguindo o aroma de bons negócios, outras opções surgem, como o Café do Porto da nova loja Renner, na Rua da Praia. No terceiro andar do prédio da antiga Livraria do Globo, um memorial vai oferecer espaço de interatividade entre cultura e consumo. Segundo o arquiteto responsável, Alexandre Cohen, a obra representa uma demonstração do apelo de compra aliado à memória afetiva da população.

Cultura é outro atrativo

Prédios históricos, museus em abundância, bares e cafeterias charmosos. Eis uma fórmula certeira para atrair gente interessada em vida cultural e consumo diferenciado e que vem dando certo no Centro. Jovens, intelectuais e turistas que encerravam visitas a exposições e precisavam ir até a Cidade Baixa ou a Padre Chagas para desfrutar dos pontos de lazer passaram a encontrar opções no coração da cidade.

Casas de sushi, como Seninha e Japesca, no Mercado Público, champanharias como a nova Six e a conhecida Ovelha Negra, na Duque de Caxias, e o Chalé da Praça XV tornaram-se pontos de encontro para grupos.

— Revitalizações de regiões centrais ocorrem em grandes cidades. Essas áreas, outrora pontos de encontro social e de consumo, decaíram com a expansão das metrópoles e a popularização dos shopping centers. Precisaram ser recuperados e, então, tornaram-se atrações — explica o coordenador do Viva o Centro, Glênio Bohrer.

Foi assim em Barcelona, onde a região central e portuária foi recuperada para os Jogos Olímpicos de 1992, e no Rio de Janeiro, onde o Centro, antes dominado por prédios velhos e malcuidados, recebeu novos empreendimentos e se tornou um dos locais mais procurados para um chope no final de tarde.

* erik.farina@zerohora.com.br ; lara.ely@zerohora.com.br

Fonte: Zero Hora

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