QUEM SOFRE NÃO PODE ESPERAR

O problema da saúde pública no Brasil é maior do que podemos aceitar. Milhões de brasileiros ainda enfrentam filas sem fim, madrugadas cheias de incerteza em busca de atenção médica, um sofrimento que marca para sempre a vida de quem depende do SUS para resolver ou minimizar a dor que sente. Ninguém discorda que a melhoria da saúde pública demanda gestão qualificada e investimentos consistentes. As divergências não estão no diagnóstico e, sim, nas soluções sobre o que deve ser feito a médio e longo prazos, propostas do Governo Federal que estão na mesa para serem maturadas em grande discussão pública que passará, necessariamente, pelo Congresso. Mas o que faremos no curto prazo para atender quem não tem acesso à saúde privada e precisa de saúde já?

Hoje, na prática, a falta de médicos para atendimento pelo SUS é generalizada, atingindo, inclusive, a periferia de cidades médias e de todas as capitais. Para se ter uma ideia, Vitória e Porto Alegre são as capitais com maior número de médicos por habitante e mesmo assim temos sérias dificuldades para preencher as vagas existentes no Programa Saúde da Família (PSF).

A presidenta Dilma teve coragem para atender a demanda da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que atua em defesa dos interesses dos municípios brasileiros, para a contratação emergencial de médicos, parte da nossa campanha “Cadê o médico?”, iniciada no ano passado. Chegamos ao ponto de ter centenas de municípios brasileiros abrindo mão da construção de Postos de Saúde, UPAS e hospitais simplesmente por não conseguirem médicos para atender. Hoje, torcemos para que as vagas abertas na atenção básica sejam preenchidas rapidamente por profissionais brasileiros e, na falta destes, emergencialmente por médicos vindos de países ibero-americanos, com a devida cautela em relação ao preparo destes para atuar em nossas comunidades carentes. Acredito que superamos o tabu corporativista de que médicos formados no Exterior não possam atuar no Brasil. Em outros países, isso é prática consolidada e incentivada. Na Inglaterra, por exemplo, 37% dos médicos são estrangeiros; nos Estados Unidos, são 25%, enquanto que no Brasil representam apenas 1,7%.

Nós, prefeitos, que estamos na ponta deste processo, temos a obrigação de dar respostas aos cidadãos que nos cobram a solução desse problema, cuja solução começa com um médico e uma equipe médica presentes. A construção da saúde pública que queremos passa por muitas discussões, mas quem sofre não pode esperar.

*artigo publicado na edição desta sexta-feira, 19, na editoria de Opinião do jornal ZH.

DESAFIOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL*

A Capital dos gaúchos orgulha-se do seu pioneirismo nas iniciativas em defesa do meio ambiente. Foi a primeira cidade do país a criar uma secretaria municipal do meio ambiente para implantar e fomentar as políticas públicas que tratam dessa importante questão.  Desde então, Porto Alegre tem ampliado suas ações, garantindo em cada passo o desenvolvimento futuro de forma sustentável.  As afirmativas se amparam em inúmeros exemplos.  Contamos com um número invejável de áreas verdes: são 609 praças, nove parques, três unidades de conservação e 51 túneis verdes, além de mais de 1,3 milhão de árvores plantadas em vias públicas.

O pioneirismo na coleta e reciclagem de resíduos sólidos fez de Porto Alegre referência nacional. A Capital também foi a primeira a implantar o moderno sistema de coleta automatizada por contêineres. Outro avanço é o Programa de Inclusão Produtiva  que prevê a retirada gradativa de carroças e carrinhos da cidade.Vale destacar outra iniciativa pioneira: a criação da Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda), que se consolida com importantes ações de cuidados com os animais e de saúde pública.

Estamos executando a maior obra de saneamento já realizada  na história da cidade, o Projeto Integrado Socioambiental, o Pisa, que vai permitir o tratamento de mais de 80% do esgoto da cidade, superando as metas estabelecidas pela ONU para o período. Agora as atenções se voltam mais fortemente para a recuperação do Arroio Dilúvio, que cruza a cidade com seus 17,6 quilômetros, e para isso contamos com a cooperação da UFRGS e da PUC.   O Projeto Orla logo começa a sair do papel e, associado ao de revitalização do Cais Mauá, terá grande impacto sobre o meio ambiente, especialmente na região central.

A preocupação com a sustentabilidade se expressa ainda no incentivo ao uso da bicicleta, não apenas para lazer e esporte, mas como meio de transporte. Até o próximo ano, a cidade terá mais de 40 quilômetros de ciclovias integradas. O sistema de ônibus rápido, o BRT, em implantação, contará com veículos que contribuirão efetivamente para a redução da emissão de poluentes, além de representar melhoria no transporte público.

Além disso, a Capital dos gaúchos está inserida nas ações que visam à mitigação das mudanças climáticas, integrando o Programa Cidades Sustentáveis, criado pelo Instituto Ethos e outras instituições.  Na mesma linha, uma parceria com a cidade do Rio de Janeiro vai viabilizar a implantação de uma Política Climática Municipal e elaborar o inventário de emissões de gases de efeito estufa em nosso território.

Chegamos a esse estágio graças aos firmes propósitos das administrações municipais ao longo dos anos, aliados à consciência ecológica que permeia nossa gente.  O recente episódio do corte de algumas espécies exógenas (não originárias de nosso ambiente) para a duplicação de parte da avenida Beira Rio revelou o poder de mobilização de determinados segmentos e produziu um debate esclarecedor, no qual o poder público mostrou a correção de seus atos, além de garantir o plantio de mais de 400 espécies nativas como compensação às árvores que precisam ser retiradas. Parte das novas árvores se somam as mais de duas mil  a serem plantadas apenas pára o entorno da avenida Beira-Rio  O caso reforça nossa compreensão sobre o desenvolvimento dos aglomerados urbanos. Estamos perfilados com os que entendem que o crescimento de uma cidade não pode ser feito à custa de um passivo às gerações futuras, mas, sim, de forma sustentável, legando qualidade de vida à população, agora e sempre.

* Artigo publicado na edição desta segunda-feira, 26, na editoria de Opinião do Jornal do Comércio.

CAMINHADAS COM LIDERANÇAS COMUNITÁRIAS MARCAM DIA DE FORTUNATI

Duas grandes caminhadas nos bairros Sarandi e São João, na Zona Norte da cidade, foram os destaques neste sábado, 21, da campanha do candidato à reeleição pela coligação Por Amor a Porto Alegre, José Fortunati. Acompanhado de lideranças comunitárias, dezenas de candidatos e militantes dos nove partidos da coligação, Fortunati e o candidato a vice, Sebastião Melo, começaram a agenda caminhando pelas ruas das vilas Respeito, Parque Sarandi, Nova Brasília, entre outros locais, cumprimentando os moradores, dialogando com eles e mostrando a busca de soluções para que a cidade melhore ainda mais no futuro.

De casa em casa, Fortunati entregou material de campanha, ouviu pedidos e recebeu manifestações de apoio a sua candidatura. Após duas horas e meia de caminhada ele encerrou o primeiro compromisso com um almoço com lideranças locais na sede do Esporte Clube Ouro Verde, tradicional clube de futebol amador do bairro. Ao agradecer a possibilidade que teve de falar diretamente com os moradores da região, Fortunati disse: “Tive o prazer de ser acompanhado hoje por essa militância fantástica, mostrando o que estamos fazendo. Queremos continuar trabalhando por Porto Alegre, especialmente por comunidades como essas, que se organizam, se mobilizam e participam ativamente”. Após o almoço, visitou o Campo do Paim, do Clube Barcelona, outra equipe de esporte amador do bairro

Na segunda ação do dia, Fortunati e Melo realizarem outra caminhada, percorrendo a avenida Assis Brasil. Por mais de uma hora e meia visitaram estabelecimentos comerciais, conversaram com funcionários, lojistas e clientes, destacando as propostas da coligação, e ganharam novas manifestações de apoio.

AGENDA – Domingo – 22/07

10h30 – Adesivaço no Largo Zumbi dos Palmares

14h00 – Reunião com a torcida Camisa 12, do Internacional, av. Padre Cacique, 924 – sala 2;

16h00 – Inauguração do comitê do candidato Márcio da Carris (PMDB), rua Homem de Mello, 320 – Partenon

FORTUNATI PARTICIPA DE ENCONTRO COM PRATICANTES DE JIU-JITSU

Na noite de ontem, 9, Fortunati conheceu integrantes do Projeto Arte Suave (PAS). A iniciativa é da Federação Gaúcha de Jiu Jitsu e da Prefeitura de Porto Alegre, por meio da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), executada pela Sul Jiu-Jitsu, no Centro Cultural James Kulisz (CEJAK), região Leste da cidade. Atualmente, são atendidas 60 crianças carentes da Vila Bom Jesus. Na ocasião, o presidente da Federação Gaúcha de Jiu-jitsu (FGJJ), Walter Mattos Filho, destacou o apoio de Fortunati ao esporte. “Há 20 anos trouxe o jiu-jitsu para Porto Alegre como um dos pioneiros do esporte e, pela primeira vez, temos esse tipo apoio, o que precisa ser valorizado”, disse.

Fortunati agradeceu o reconhecimento e destacou o caráter inclusivo do projeto. “Acredito fielmente na capacidade transformadora do esporte e o projeto desenvolvido sob a coordenação da Sul Jiu-jitsu é um exemplo concreto disso. Parabéns Walter Mattos, Fernando e Guilherme Paradeda e todos os demais envolvidos no PAS pelo trabalho de inclusão social e de promoção da cidadania”, ressaltou o prefeito, reafirmando a intensão de expandir a iniciativa para outras comunidades.

Foto: Jefferson Bernardes

FEDERAÇÃO ISRAELITA

Nesta terça-feira (10) Fortunati participou de almoço na sede da Federação Israelita do Rio Grande do Sul. No encontro, o presidente da (FIRS), Jarbas Milititsky, questionou o candidato sobre temas ligados a Educação, Ações Solidárias, Saúde Pública, Segurança, Mobilidade e Desenvolvimento Urbano, enfatizando as diversas ações sociais que a entidade realiza na cidade, algumas delas em conjunto com a Prefeitura Municipal. Ao final, agradeceu ao candidato e destacou que muitas das ações mostradas por Fortunati, importantes para Porto Alegre, não eram do conhecimento de todos.

O prefeito disse que estava feliz em participar do encontro, que permitiu “um debate franco e aberto com a comunidade judaica gaúcha”. Na questão educacional, o candidato ressaltou que sua gestão está procurando proporcionar um ensino de qualidade, e que isso começa pela remuneração dos professores, os mais bem pagos no Estado.

Fortunati destacou a educação em turno integral, efetivada na própria escola ou através de convênios com entidades (projeto Cidade Escola), como a AABB (Associação Atlética Banco do Brasil), permitindo aos alunos a prática de atividades em turno inverso ao das aulas. “Temos ações sociais importantes, voltadas aos idosos, programas que retiraram a maioria das crianças das ruas, reinserindo-as em ambiente familiar, adotamos a informatização para agilizar o atendimento na saúde e estamos abrindo 1.077 leitos hospitalares até o ano de 2014. Segurança é obrigação do Estado, diz a Constituição, e já pedimos a recuperação do efetivo da BM para a cidade. Afora disso, estamos construindo o Centro Integrado de Comando, que reunirá ações conjuntas para a segurança de nossa cidade”, concluiu.

Foto: Jefferson Bernardes

 

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