MANIFESTAÇÃO E DEMOCRACIA

Porto Alegre, o Brasil e, especialmente, a democracia estão de parabéns. O país viveu um dia de manifestações de grandes proporções.

Há quem diga que foram 3 milhões de pessoas, há quem diga que foram 2 milhões, há quem diga que foi menos, há quem diga que foi mais.

A batalha de números é o que menos importa em todo este movimento.   O que importa é a lição que o Brasil deixou. É possível tomar as ruas, protestar, enfatizar seu ponto de vista sem praticar ato algum de violência.   Não precisar pichar um prédio público ou quebrar a vitrine de algum banco para que a tua voz seja ouvida.   Protestos assim, feitos com indignação, mas pacíficos, são os que de fato ajudam a refletir sobre o estado das coisas e quem sabe encontrar soluções.

O combate à corrupção é uma bandeira que unifica todos os brasileiros. Essa luta só será efetiva quando sobre corruptos e corruptores de todos os calibres cair todo o peso da lei. Para isso é fundamental reforçar as instituições, especialmente o Judiciário, que precisa ter total respaldo e independência para tomar suas decisões.   Tenho certeza que o governo federal saberá ouvir as vozes das ruas e adotará as medidas necessárias.

 A única nota triste do domingo foi ter visto aqui e e ali, espalhadas pelas manifestações nas principais capitais brasileiras, faixas e recados pedindo o retorno da intervenção militar. Se estivéssemos hoje sob o domínio de uma ditadura, pergunto: que liberdade a imprensa teria para escancarar os casos de corrupção (lembrando que a imprensa e a liberdade de expressão foram as primeiras vítimas do golpe de 64)? Como o cidadão ficaria sabendo dos problemas e soluções para o país? Como os milhões que hoje exerceram a sua liberdade plena poderiam manifestar sua opinião?

Nem interesses partidários, nem pessoas descoladas com a história de liberdade do país podem macular as manifestações pacíficas, que são instrumentos fundamentais para a maturidade e consolidação do Estado Democrático de Direito.

Iotti*

*Charge publicada na edição de Zero Hora desta quinta-feira, 17/10

DEMOCRACIA PARTICIPATIVA PULSA EM PORTO ALEGRE

Hoje encerramos as rodadas do Orçamento Participativo, rodadas 2013 para o Orçamento de 2014. As Plenárias iniciaram no último dia 15 de julho.

Foi um mês de intenso debates com as comunidades, refletindo e decidindo de que forma os recursos financeiros da Prefeitura devam ser investidos.

O OP completa 24 anos de existência na Capital dos Gaúchos. É a Democracia Participativa pulsando forte em nossa cidade. As decisões sobre investimentos na área da saúde, educação, assistência social, pavimentação, macrodrenagem, habitação popular, etc. passam obrigatoriamente pela decisão dessa ferramenta que tanto nos orgulha.
O OP funciona durante o ano todo com a participação dos Conselheiros e Delegados eleitos pelas comunidades ao longo de plenárias. São reuniões sistemáticas, semanais e extraordinárias entre os eleitos e o Governo para dar encaminhamento às decisões da comunidade.Desde 15 de julho, durante noites frias e sábados à tarde, as comunidades se mobilizaram para decidir a melhor forma de investir os recursos públicos. Uma verdadeira aula de cidadania com muita reflexão, debate, tensionamentos e decisões definitivas.Importante ressaltar que Conselheiros e Delegados eleitos desempenham atividades como voluntários, sem qualquer remuneração. São os “heróis” da vida comunitária e da democracia participtiva.

Foto: Ricardo Stricher/PMPA

CIDADE COLABORATIVA

Está se disseminando cada vez mais  por nossa Porto Alegre uma verdadeira onda colaborativa. Me sinto muito à vontade para falar do assunto, pois identifico no Orçamento Participativo o precursor desse movimento que agora ganha força. Além disso, me encanta o fato da mobilização popular com foco no bem comum, na coletividade.

A participação do cidadão de forma protagonista garante vida à gestão de uma cidade e favorece a coesão social. Mais uma vez Porto Alegre sai na frente e, potencializada pelas plataformas digitais e pelo uso das redes sociais, se consolida indiscutivelmente como a capital da democracia participativa e da colaboração.

Fui um incentivador do portoalegre.cc, talvez o pioneiro em nossa capital no que diz respeito a colaboração em rede, desde que tive conhecimento do projeto. Apoiei a iniciativa do Shoot the Shit, quando surgiu a proposta do “Que ônibus passa aqui”, que trouxe uma ideia simples e criativa para levar informações às paradas de ônibus. Podem ter certeza de que seguirei apoiando movimentos colaborativos em prol da nossa cidade, pois acredito que compartilhando ideias construiremos nosso futuro.

É por isso que fiquei muito satisfeito com a matéria publicado no site G1 que deu destaque a Capital de todos os gaúchos e principalmente aqueles que se uniram de forma propositiva com o objetivo de tornar nessa cidade um lugar cada vez melhor para todos. Segue o link para quem tiver interesse nesse assunto: http://vai.la/2NYb

DEMOCRACIA

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