COPA 2014: A CEM DIAS DO LEGADO*

Esta terça-feira de Carnaval marca os cem dias do início do maior evento esportivo do planeta. Em 12 de junho, começaremos a viver a festa de sediar a Copa 2014 durante 32 dias. Em Porto Alegre, serão cinco jogos em 16 dias. No imaginário coletivo, a comparação do tempo envolvido na preparação diante do período de realização do mundial pode gerar uma falsa sensação de que o esforço é demasiado grande para um evento que passa rápido.

Diante disso, acredito que seja momento para consolidarmos a reflexão do que realmente a Copa significa na vida de cada um de nós, cidadãos que vivemos nas 12 capitais que receberão o evento. O “legado da Copa 2014” não é uma expressão vazia. Como gestor de Porto Alegre, reafirmo a convicção de que as oportunidades abertas serão revertidas como marco de desenvolvimento na história da capital gaúcha.

Desenvolvimento que beneficiará porto-alegrenses dos diversos segmentos sociais e econômicos de forma direta e indireta. É fundamental esclarecer que a Copa não retirou recursos dos serviços essenciais à população. Ao contrário, o município captou novos R$ 880 milhões, em financiamentos com juros reduzidos e prazos estendidos, para aplicar em obras e serviços. Estão entre as conquistas os recursos federais obtidos para modernização do HPS, assim como os financiamentos das 14 grandes obras de mobilidade que estão saindo do papel.

Transcendendo o âmbito do investimento público, os expressivos valores projetados para a movimentação da economia dão a dimensão do benefício na geração de emprego e renda. A Fecomércio estima que turistas, nacionais e estrangeiros, movimentem até R$ 360 milhões na economia de Porto Alegre e nas cidades próximas, enquanto a Fundação de Economia e Estatística calcula incremento de R$ 500 milhões no PIB do Estado, com 12 mil empregos criados. E há, ainda, o valor imensurável da projeção da cidade pela transmissão intercontinental do evento a bilhões de espectadores.

É verdade que os projetos liderados pelo poder público não têm a velocidade que todos nós gostaríamos, porque respeitamos necessários ritos formais no trato com o dinheiro do contribuinte. Mas as obras em Porto Alegre são realidade irrefutável, com intervenções em andamento, licitações publicadas e contratos firmados com absoluta transparência. A nossa cidade estará pronta com a infraestrutura necessária aos jogos no Estádio Beira-Rio e à recepção aos turistas. Mas o legado da Copa está além do fim do campeonato. O legado estará no futuro de desenvolvimento econômico e de qualificação da infraestrutura, com mais empregos mais renda, mais turismo, melhores serviços de saúde e transporte coletivo, melhor mobilidade urbana, mais visibilidade, mais oportunidades e, assim, mais qualidade de vida para a nossa população.

*Artigo publicado originalmente na edição desta terça-feira, 4, na editoria de Opinião do jornal Zero Hora.

UMA COPA PARA PORTO ALEGRE

Estamos hoje a exatos mil dias da Copa do Mundo de 2014, período em que Porto Alegre será sede dos principais jogos de futebol do planeta. Apesar dessa honra e de toda projeção internacional que com ela vem, o mais importante para a Capital gaúcha não são as partidas, mas as oportunidades de gerar o desenvolvimento e de realizar as obras que a cidade tanto espera e necessita.

Embora tenhamos o compromisso de preparar a cidade para receber milhares de turistas, movimentando nossa economia e fortalecendo uma imagem mundial, o principal interesse da Prefeitura é preparar a cidade para quem aqui vive e trabalha. É assim com as obras do Programa Integrado Socio Ambiental, que elevará o índice de tratamento de esgoto de 27% para 80%; com as intervenções na avenida Edvaldo Pereira Paiva, aprimorando o acesso à Zona Sul; com a avenida Tronco, uma grande ação social em parceria com a comunidade; com os viadutos e passagens de nível da Terceira Perimetral, desafogando essa importante via; com as obras já iniciadas da avenida Severo Dullius, que permitirá novo acesso ao nosso Aeroporto e à Zona Norte; com as modernização do HPS; com a construção da Unidade de Pronto Atendimento da Zona Norte; com a duplicação da avenida Voluntários da Pátria e com a construção de elevada em frente à Rodoviária, facilitando a vida de quem chega e sai da cidade, entre outras tantas ações.

Desafio quem quer que seja a dizer que essas obras não são uma necessidade real de Porto Alegre. Soma-se a elas a nossa luta incansável pelo Metrô e a construção e qualificação de corredores de ônibus, que colocarão nossa cidade em outro patamar em termos de transporte coletivo.

Não estamos realizando e investindo em grandes obras de infraestrutura para a Copa, mas pela Copa. Estamos na verdade aproveitando as oportunidades que o fato de ser sede deste evento permite para viabilizar as profundas transformações que todo cidadão percebe serem necessárias em seu dia-a-dia.

É desse modo, com total transparência, responsabilidade, atitude e atenção com quem mais precisa, que realizaremos uma grande Copa, não só para o mundo, mas principalmente para Porto Alegre.

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