A COPA QUE O BRASIL VENCEU*

imagem126592Durante o tempo de preparação da Copa do Mundo no Brasil, uma onda de pessimismo tomou conta do país. Os bordões “não vai ter Copa” e “imagina na Copa” soaram do norte ao sul brasileiro como prólogo de uma morte anunciada. As vozes da insatisfação esbravejavam: “nada vai dar certo, estamos no Brasil”. Pesquisas realizadas no início deste ano apontavam para a falta de interesse da população pela Copa em terras brasileiras.

Foi só a bola começar a rolar que a desconfiança arrefeceu, os protestos encolheram e os incrédulos silenciaram. Sim, deu tudo errado, mas para quem torceu contra a Copa no Brasil.

Fora dos gramados, o país do futebol mostrou do seu jeito, para o mundo todo, a sua força e uma incrível capacidade de mobilização pública e governamental. As esferas Federal, Estadual e Municipal trabalharam em conjunto na organização deste megaevento esportivo, numa articulação que superou expectativas e tem recebido diversos elogios da imprensa internacional.

O encantamento não foi só da mídia do exterior, mas, também, dos milhares de turistas estrangeiros que passaram pelo país. Os modernos estádios, as belezas naturais, a peculiar e fantástica culinária, a organização do evento, e, principalmente, a hospitalidade e alegria dos brasileiros influenciaram na opinião, quase unânime, do sucesso da Copa no Brasil. Além dos legados tangíveis deixados pela Copa – obras de infraestrutura, mobilidade, equipamentos na área de segurança – que estão mudando a vida das pessoas, não podemos esquecer do grande legado intangível: a projeção mundial da imagem positiva do Brasil. Isso significa que nos próximos anos teremos um aumento significativo de turistas estrangeiros e investimentos internacionais no país.

E aí está o nosso grande desafio: seguir em frente com esta agenda positiva, oportunizada pela Copa no Brasil. Deixar de lado, esse complexo de vira-latas, tão bem caracterizado por Nelson Rodrigues, de que somos inferiores ao resto do mundo. Acreditar mais na criatividade do povo brasileiro e na sua capacidade de superar as adversidades. Se dentro do campo o resultado não foi o esperado, fora dele mostramos que somos capazes de fazer acontecer, basta querer.

Foto: Cris Rochol/PMPA

*Artigo publicado na edição desta segunda-feira, 14, no jornal Correio do Povo.

AÇÃO PELA CIDADANIA*

Neste domingo, dia 1º de setembro, terá início em Porto Alegre uma ação de vários significados. Tal iniciativa resultará em maior dignidade e justiça social para trabalhadores e seus familiares, em benefício para animais, para o meio ambiente e para o trânsito e ainda atende à exigência de legislação. Com participação de governo e comunidade, a multiplicidade também está expressa nos atores envolvidos.

Trata-se da retirada gradativa de circulação de veículos de tração animal e de tração humana – mais conhecidos como carroças e carrinhos – das ruas da Capital gaúcha. A partir de agora, em sete das 17 regiões administrativas da cidade – Centro-Sul, Cristal, Cruzeiro, Glória, Lomba do Pinheiro, Partenon e Sul – a circulação destes veículos será proibida. Até junho de 2015, a medida será implantada em praticamente toda a cidade – na Extremo Sul, a restrição não será aplicada.

Na leitura mais imediata, a retirada de carroças e carrinhos significa cumprimento à Lei nº 3.581/08, do então vereador e hoje vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo. Mas vai bem mais adiante. Como poderíamos impedir a circulação desses veículos sem garantir a continuidade e a melhoria da atividade profissional da qual dependem, estima-se, 1,8 mil famílias? Carroças e carrinhos são utilizados principalmente para coleta de resíduos sólidos, dentro da cadeia produtiva da reciclagem. Para responder a esse desafio, a Prefeitura optou por estabelecer parcerias com a comunidade, iniciativa privada e com outras instâncias de governo, que resultaram no Todos Somos Porto Alegre – Programa de Inclusão Produtiva na Reciclagem.

Com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Braskem e, claro, da própria Prefeitura, o programa tem o objetivo de garantir inserção profissional a carroceiros e carrinheiros, pretendam eles prosseguir em atividade relacionada à reciclagem ou migrar para outra área. O programa também contempla o bem estar de cavalos, recolhidos juntamente com carroças, que serão encaminhados para doação e para condições de existência livre de maus tratos e menos estafantes. A iniciativa dedica-se ainda a qualificar a atuação de centros de triagem, contribuindo para uma cidade mais limpa e sustentável.

Há pouco mais de dois anos, Porto Alegre construiu excelência com o reassentamento da comunidade da Vila Chocolatão, um triste cenário de miséria, insalubridade, dor e perigo então encravada no centro da cidade. A solução adotada foi muito além de deslocar as pessoas para outra região. Construímos, sim, uma nova perspectiva de existência para aquelas 700 famílias. E o caminho foi o mesmo que agora aplicamos à questão das carroças e carrinhos: a decisão coletiva, a ação conjunta de governo e sociedade, a democracia participativa que tão cara é à nossa Porto Alegre.

artigo publicado na edição deste sábado, 31, no jornal Zero Hora:

FEDERAÇÃO ISRAELITA

Nesta terça-feira (10) Fortunati participou de almoço na sede da Federação Israelita do Rio Grande do Sul. No encontro, o presidente da (FIRS), Jarbas Milititsky, questionou o candidato sobre temas ligados a Educação, Ações Solidárias, Saúde Pública, Segurança, Mobilidade e Desenvolvimento Urbano, enfatizando as diversas ações sociais que a entidade realiza na cidade, algumas delas em conjunto com a Prefeitura Municipal. Ao final, agradeceu ao candidato e destacou que muitas das ações mostradas por Fortunati, importantes para Porto Alegre, não eram do conhecimento de todos.

O prefeito disse que estava feliz em participar do encontro, que permitiu “um debate franco e aberto com a comunidade judaica gaúcha”. Na questão educacional, o candidato ressaltou que sua gestão está procurando proporcionar um ensino de qualidade, e que isso começa pela remuneração dos professores, os mais bem pagos no Estado.

Fortunati destacou a educação em turno integral, efetivada na própria escola ou através de convênios com entidades (projeto Cidade Escola), como a AABB (Associação Atlética Banco do Brasil), permitindo aos alunos a prática de atividades em turno inverso ao das aulas. “Temos ações sociais importantes, voltadas aos idosos, programas que retiraram a maioria das crianças das ruas, reinserindo-as em ambiente familiar, adotamos a informatização para agilizar o atendimento na saúde e estamos abrindo 1.077 leitos hospitalares até o ano de 2014. Segurança é obrigação do Estado, diz a Constituição, e já pedimos a recuperação do efetivo da BM para a cidade. Afora disso, estamos construindo o Centro Integrado de Comando, que reunirá ações conjuntas para a segurança de nossa cidade”, concluiu.

Foto: Jefferson Bernardes

 

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