PREVENIR É PRECISO*

Porto Alegre possui títulos que entraram para a História e para a memória de todos. Desde ser metrópole multicultural e uma das cidades mais arborizadas do planeta até a imagem de cidade acolhedora, passando pelo fato de ser sede da Copa do Mundo, de ser o berço e definitivamente associada ao Fórum Social Mundial,  de ser referência mundial em democracia participativa – que se expressa, por exemplo,  no Orçamento Participativo – e, o  que mais nos toca particularmente, o de Cidade Amiga da Criança.

Entre as conquistas recentes da Capital dos gaúchos vale registrar o título de Cidade Inteligente, conferido por uma empresa do porte da IBM. E agora estamos  entre  cem metrópoles (mais de um milhão de habitantes) de todo o mundo beneficiadas com  financiamento da Fundação Rockeffeler, destinado às cidades melhor preparadas e mais aptas a retomar a normalidade após uma catástrofe natural. Trata-se de ganhar a condição de Cidade Resiliente.

Uma cidade resiliente é aquela na qual os efeitos de um desastre são minimizados por estar preparada para enfrentar adversidades naturais. É o que procura a Fundação Rockefeller entre metrópoles selecionadas para conferir o prêmio Cidade Resiliente. No Brasil, apenas Porto Alegre e o Rio de Janeiro integram a lista divulgada até o momento. Aqui o projeto encaminhado foi uma parceria transversal envolvendo a Secretaria de Governança, a Defesa Civil municipal, o Inovapoa e a participação da ONG Ciupoa.

Estamos longe de sofrer uma grande catástrofe natural. Nada indica que novas ocorrências possam surgir, como a grande enchente de 1941, mas a cidade toma providências preventivas. Educa para a participação social, para a sustentabilidade e para a responsabilidade ambiental; instituiu um comitê gestor de mudanças climáticas e de controle de gases de efeito estufa; faz diagnóstico permanente de áreas de risco – existem 45 consideradas de nível extremo em Porto Alegre –, criou e instalou sistemas de alerta, que convergem para o Centro Integrado de Comando da Capital (CEIC) além de fortalecer estruturas públicas de defesa civil, com a instalação de núcleos comunitários de atuação – entre outras providências de igual alcance preventivo.

Não se trata de uma mentalidade alarmista. O administrador público não pode deixar de investir na prevenção de riscos para a população, seja qual for a origem dos mesmos. Ao longo dos anos, sucessivas administrações desenvolveram tal mentalidade, com a efetiva colaboração da população, que identifica, relata e pressiona pela solução de problemas da cidade.  As chuvas torrenciais que castigaram Porto Alegre como nunca em 2013 reforçaram nossa crença de que prevenir é preciso. Participar da disputa proposta pela Fundação Rockefeller é continuar a busca pela receita perfeita: o encontro de uma administração séria com uma população atenta e exigente para tornar a cidade um local cada vez mais seguro e  melhor para viver.

* Artigo publicado originalmente na edição deste sábado, 14, do jornal Zero Hora

Capital é pioneira em teste rápido de HIV na rede de saúde

Divulgação PMPA

Porto Alegre é a primeira cidade do Brasil a oferecer regularmente o teste rápido do vírus HIV na rede de atenção primária em saúde, para tornar mais ágil os diagnósticos de aids. O lançamento está sendo feito nesta terça-feira, na Unidade de Estratégia de Saúde da Família (USF) Maria da Conceição, na Lomba do Pinheiro.

A Secretaria Municipal de Saúde escolheu o bairro para iniciar o serviço porque a região tem a maior incidência de Aids na capital. Em 2010, foram notificados 224 novos casos. Sexta-feira, 11, a partir das 8h30, o teste rápido começa a ser realizado também na USF Ernesto Araújo. Depois, será gradativamente estendido às demais unidades.

Inicialmente, estão sendo adquiridos 60 mil testes rápidos. Além disso, está sendo implantado o Plano Teste, para exame de gravidez. Se o resultado for positivo, a gestante passará pelo teste de HIV, o que vai permitir que o bebê seja protegido da doença se a mãe for portadora de HIV.

A meta da SMS é reduzir o número de diagnósticos tardios e a transmissão do vírus HIV. Estudos demonstram que 40% da mortalidade por Aids ocorrem pela demora em descobrir a presença do vírus e iniciar o tratamento para conter o desenvolvimento da doença. Quem começa a receber acompanhamento muito tarde tem risco de morte 49 vezes maior.

Desde 1983 até dezembro de 2010, foram notificados pela Vigilância em Saúde 21.005 casos de aids em Porto Alegre. Jovens entre 13 e 24 anos representam 11%, sendo que 53% deles são do sexo masculino e 47%, do sexo feminino. Por isso, a SMS vem promovendo campanhas que chamam atenção especialmente dos jovens sobre os riscos e a importância do uso de camisinha para prevenção.

Fonte: PMPA

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