MAIS TRABALHO COM CIDADANIA

O 1º de maio celebra o Dia do Trabalhador, homenageando a memória de operários sacrificados em Chicago (EUA), em 1886, durante manifestações por melhores condições de trabalho. Desde então, o mundo do trabalho mudou substancialmente, impactado pelas novas tecnologias e por outros fatores, mas as reivindicações da classe trabalhadora são permanentes e sempre voltadas para a manutenção e ampliação dos postos de trabalho, valorização profissional de cada categoria, humanização das relações e melhorias salariais.

Forjado nas lutas dos movimentos sindicais e com a experiência acumulada nos mandatos para os quais fui eleito e em todas as funções desempenhadas no Executivo, deparo agora, como prefeito de uma grande cidade, com o desafio de estabelecer políticas públicas que fomentem o desenvolvimento, gerem novas oportunidades, mais postos de trabalho e renda, com resultados positivos para a qualidade de vida das nossas famílias, em outras palavras, para construir uma Porto Alegre cada vez melhor e com mais cidadania.

Tenho convicção de que a administração municipal está fazendo a sua parte. Iniciativas como a criação da Secretaria do Trabalho e Emprego, a forte atuação do Sine municipal, o estímulo ao microcrédito, a formalização de pequenos e médios empreendedores, as parcerias para ampliação da oferta de cursos de capacitação, inclusive voltados para jovens e mulheres, e um conjunto de obras de infraestrutura que demandam a abertura crescente de novas vagas, certamente têm contribuído para que a nossa Porto Alegre registre historicamente os menores índices de desemprego, entre as capitais pesquisadas recentemente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em parceria com o Sebrae e o Dieese, criamos o Observatório do Trabalho, que vai qualificar as pesquisas de emprego e desemprego, apontando com precisão onde é possível empreender e onde há oportunidades de criar novos empregos.

Orgulhoso do que já fizemos, mas ciente de que ainda há muito por fazer, gostaria de saudar todos os trabalhadores e trabalhadoras no seu dia e reafirmar nosso compromisso em defesa dos valores do trabalho, que deve ser gerador de desenvolvimento para todos e de bem-estar para cada cidadão. Viva o Dia do Trabalho e do Trabalhador. Que Deus abençoe a todos!

Fonte:  Zero Hora – Publicado em 1º de maio de 2012

PORTO ALEGRE E AS COMUNIDADES INDÍGENAS

19 de abril é o Dia Nacional do Índio, lembrado e comemorado em muitas aldeias e reservas indígenas espalhadas em nosso imenso país. Mas além de uma data para se comemorar, temos hoje um dia talhado para a reflexão, principalmente por partes de lideranças e governantes.

È de conhecimento de todos que a comunidade indígena de uma maneira geral continua lutando pela sua sobrevivência, mas, além disso, luta pelo respeito à sua cultura e pela implementação de políticas públicas eficientes que atendam às necessidades e anseios das comunidades que vivem entre nós.

Em Porto Alegre, promovemos inúmeras atividades voltadas para o reconhecimento da cultura indígena, pois ainda ocorrem equívocos na abordagem dessa temática. Procuramos estimular que a população compreenda essas culturas existentes em nossa cidade, mas não somente no que se refere à possibilidade de reconhecer o outro, o diferente, mas com o objetivo de conduzir indagações e reflexões profundas sobre as relações entre diferentes culturas e os rumos da própria sociedade.

Nesse sentido, promovemos uma série de ações por meio do Grupo de Trabalho Povos Indígenas (GTPI), que é formado por órgãos municipais e secretarias, atuando de forma transversal, no desenvolvimento de políticas públicas específicas. Como exemplos, poderia citar o lançamento da Caderneta de Saúde do Jovem Kaingang, que será impressa em idioma indígena, a assinatura do Decreto Municipal que reconhece as práticas do “poraró” (que pode ser traduzido como estender a mão) e as apresentações dos grupos de canto e dança em espaços públicos como práticas legítimas da cultura Mbyá-guarani, o processo de aquisição de uma área para assentamento da comunidade Mbyá, nos mesmos moldes que já fizemos com as etnias Kaingang e Charrua, entre outros.

Enfim, as informações acima são apenas um breve relato de algumas das ações desenvolvidas pelo governo municipal no que diz respeito às políticas públicas voltadas aos povos indígenas presentes em nossa cidade. Porto Alegre é uma cidade que cuida dos seus moradores, tratando a todos com respeito e atenção às diferenças culturais e étnicas de quem aqui vive, e é assim que trabalhamos para fazer da nossa cidade um lugar cada vez melhor.

IOM HASHOÁ

Nesta quinta-feira milhares de pessoas do mundo inteiro irão parar para refletir e lembrar as vítimas do Holocausto. O Iom HaShoá ou “Dia do Holocausto “ busca chamar a atenção e educar as futuras gerações sobre os horrores do genocídio ocorrido durante o regime nazista na Europa.

Vejo o holocausto como um claro exemplo de intolerância às diferenças. Precisamos estimular a reflexão e condenar todas as manifestações dessa natureza e que desencadeiem em atos de violência baseadas em preconceitos de origem étnica ou religiosa. Sem dúvida, uma das maneiras de combater práticas como essa é através de políticas de paz, que busquem e proporcionem a convivência plural e harmônica entre todos.

Em nossa cidade queremos conviver com a tolerância, respeitando as diferenças. Sem dúvida, historicamente essa é uma das marcas do nosso povo. Nesse sentido, lembro que Porto Alegre possui uma legislação, de autoria do vereador Valter Nagelstein, que tive a honra de sancionar,  tornando obrigatório o ensino do Holocausto na rede municipal de ensino como forma de debater constantemente o tema. É importante ressaltar que a Capital de todos os gaúchos é a primeira e única cidade do Brasil a adotar uma lei dessa natureza. Lembro ainda que possuímos o Grupo de Diálogo Inter-religioso, que reúne Anglicanos, Budistas, Católicos, Evangélicos, Espíritas, Fé Baha’I, Islâmicos, Judeus, Luteranos, Umbandistas e integrantes de Cultos Afro-Brasileiros, participando de atos oficiais e convivendo de forma harmônica, plural e respeitosa.

Por fim, convido a todos a usarem o dia de hoje para debater e a refletir profundamente sobre esse período singular da história da humanidade marcado tristemente pela crueldade contra a vida.

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