MANIPULAÇÃO DA VERDADE NA SAÚDE

Sim, a verdade faz bem à saúde. A verdade que está de acordo com a realidade e que constrói pontes nas relações entre pessoas, essa sim faz bem à saúde. Já os simulacros da verdade, que distorcem e manipulam os fatos, além de não contribuírem para o debate sadio, se transformam em propagandas enganosas.

Aliás, a verdade é requisito básico para um diálogo crítico, transparente e propositivo. Esbravejar por mais investimentos na área da saúde, sem contextualizar o modelo, não resolve o problema. Queremos, com toda a tranquilidade e respeito, aprofundar a discussão sobre o tema. No entanto, é preciso esclarecer alguns fatos sobre a verdade da saúde em nossa cidade.

Porto Alegre é a Capital brasileira que mais investe em saúde. São mais de 22% do seu orçamento; mesmo assim, nem todo esse dinheiro parece ser suficiente para resolver os históricos problemas nessa área. Esta é a realidade que precisamos enfrentar.

Já estamos colhendo frutos desses investimentos: temos a menor mortalidade infantil do Brasil (comparável apenas aos melhores índices mundiais), reduzimos em 25% a mortalidade por problemas cardiovasculares (um em cada quatro), diminuímos progressivamente os tempos de espera para atendimento (76% das especialidades médicas não apresentam fila de espera); para se ter uma ideia do avanço, pacientes com fraturas e que necessitam de cirurgia têm o acesso ao tratamento mais rápido do país.

Há mais de um ano o Hospital Municipal de Pronto Socorro dispõe de denominada UTI adulto (além da UTI de trauma pediátrico e da UTI de grandes queimados). O HPS está se modernizando e já promoveu adaptações internas que resultaram num aumento para 20 leitos de UTI adulto, possibilitando a ampliação e qualificação do atendimento aos usuários.

Avançamos na informatização das consultas eletivas. A fila de espera para ortopedia reflete a transição do modelo analógico ao digital. Optou-se por modelo inclusivo. Foram mantidos os cadastros dos pacientes – com nomes incompletos ou parecidos – sem registro de atendimento efetivado. Partiu-se, então, para a identificação de duplicidade de registro. Dentro do possível, os pacientes estão sendo contatados e o cadastro, corrigido. Além disso, consultas estão ocorrendo normalmente. Por ano, a Secretaria Municipal de Saúde, disponibiliza 13.216 consultas em ortopedia, e este número vem sendo ampliado progressivamente.

Tenho consciência de que é preciso fazer mais. Reconheço as dificuldades, mas estamos trabalhando, sem corporativismo e sem ranço político, para construir propostas que irão melhorar, de verdade, os serviços oferecidos na área da saúde para todos os porto-alegrenses.

* artigo publicado originalmente na página 2 do Jornal correio do Povo, edição do último domingo, 17 de janeiro.

DEMOCRACIA PARTICIPATIVA PULSA EM PORTO ALEGRE

Hoje encerramos as rodadas do Orçamento Participativo, rodadas 2013 para o Orçamento de 2014. As Plenárias iniciaram no último dia 15 de julho.

Foi um mês de intenso debates com as comunidades, refletindo e decidindo de que forma os recursos financeiros da Prefeitura devam ser investidos.

O OP completa 24 anos de existência na Capital dos Gaúchos. É a Democracia Participativa pulsando forte em nossa cidade. As decisões sobre investimentos na área da saúde, educação, assistência social, pavimentação, macrodrenagem, habitação popular, etc. passam obrigatoriamente pela decisão dessa ferramenta que tanto nos orgulha.
O OP funciona durante o ano todo com a participação dos Conselheiros e Delegados eleitos pelas comunidades ao longo de plenárias. São reuniões sistemáticas, semanais e extraordinárias entre os eleitos e o Governo para dar encaminhamento às decisões da comunidade.Desde 15 de julho, durante noites frias e sábados à tarde, as comunidades se mobilizaram para decidir a melhor forma de investir os recursos públicos. Uma verdadeira aula de cidadania com muita reflexão, debate, tensionamentos e decisões definitivas.Importante ressaltar que Conselheiros e Delegados eleitos desempenham atividades como voluntários, sem qualquer remuneração. São os “heróis” da vida comunitária e da democracia participtiva.

Foto: Ricardo Stricher/PMPA

QUEM SOFRE NÃO PODE ESPERAR

O problema da saúde pública no Brasil é maior do que podemos aceitar. Milhões de brasileiros ainda enfrentam filas sem fim, madrugadas cheias de incerteza em busca de atenção médica, um sofrimento que marca para sempre a vida de quem depende do SUS para resolver ou minimizar a dor que sente. Ninguém discorda que a melhoria da saúde pública demanda gestão qualificada e investimentos consistentes. As divergências não estão no diagnóstico e, sim, nas soluções sobre o que deve ser feito a médio e longo prazos, propostas do Governo Federal que estão na mesa para serem maturadas em grande discussão pública que passará, necessariamente, pelo Congresso. Mas o que faremos no curto prazo para atender quem não tem acesso à saúde privada e precisa de saúde já?

Hoje, na prática, a falta de médicos para atendimento pelo SUS é generalizada, atingindo, inclusive, a periferia de cidades médias e de todas as capitais. Para se ter uma ideia, Vitória e Porto Alegre são as capitais com maior número de médicos por habitante e mesmo assim temos sérias dificuldades para preencher as vagas existentes no Programa Saúde da Família (PSF).

A presidenta Dilma teve coragem para atender a demanda da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que atua em defesa dos interesses dos municípios brasileiros, para a contratação emergencial de médicos, parte da nossa campanha “Cadê o médico?”, iniciada no ano passado. Chegamos ao ponto de ter centenas de municípios brasileiros abrindo mão da construção de Postos de Saúde, UPAS e hospitais simplesmente por não conseguirem médicos para atender. Hoje, torcemos para que as vagas abertas na atenção básica sejam preenchidas rapidamente por profissionais brasileiros e, na falta destes, emergencialmente por médicos vindos de países ibero-americanos, com a devida cautela em relação ao preparo destes para atuar em nossas comunidades carentes. Acredito que superamos o tabu corporativista de que médicos formados no Exterior não possam atuar no Brasil. Em outros países, isso é prática consolidada e incentivada. Na Inglaterra, por exemplo, 37% dos médicos são estrangeiros; nos Estados Unidos, são 25%, enquanto que no Brasil representam apenas 1,7%.

Nós, prefeitos, que estamos na ponta deste processo, temos a obrigação de dar respostas aos cidadãos que nos cobram a solução desse problema, cuja solução começa com um médico e uma equipe médica presentes. A construção da saúde pública que queremos passa por muitas discussões, mas quem sofre não pode esperar.

*artigo publicado na edição desta sexta-feira, 19, na editoria de Opinião do jornal ZH.

PARABÉNS SEDA

 

A Secretaria Especial dos Direitos Animais completa um ano com muito trabalho realizado neste período. Temos a consciência de que ainda há muito por fazer, mas não tenho dúvidas de que é momento de comemorar a ocupação deste espaço tão importante do cuidado com a vida animal e ao mesmo tempo com a saúde pública.

Os números são importantes e quantificam o trabalho desenvolvido pela Secretaria. No entanto, precisamos ressaltar também a ação educativa da pasta, que nos permite propor as pessoas uma profunda reflexão sobre nossa relação com as animais e com o meio ambiente, principalmente no que está relacionado ao respeito aos direitos dos bichos.

Com o apoio de uma ampla  rede de parceiros, nossas equipes já realizaram mais 5.700 esterilizações, 250 cirurgias, 3533 fiscalizações  e 1119 atendimentos. Além disso, promovemos uma série de ações pedagógicas, especialmente realizadas junto às escolas públicas e privadas da capital,e encaminhamos para adoção 274 animais que aguardavam por um lar.

Por fim, parabenizo a toda a equipe da Seda, bem como todos os parceiros, lembrando que a secretaria tem uma atuação transversal que busca tratar com seriedade este tema de tamanha importância, que engloba educação, saúde e bem estar animal, permitindo a cada cidadão um novo olhar  e nos dando a perspectiva de uma cidade cada vez melhor.

SAUDE É PRIORIDADE, GARANTE FORTUNATI

Em entrevista hoje, 22, ao programa Rio Grande no Ar, da Rede Record, o prefeito e candidato José Fortunati afirmou que a saúde será novamente prioridade no próximo governo, com a qualificação do atendimento e a ampliação da oferta de serviços. Fortunati destacou os avanços já obtidos, como o aumento de 55 para mais de 170 no número de equipes de Saúde da Família, garantindo cobertura para mais de 43% da população; a ampliação da oferta de leitos, estancando a queda gradativa que se verificava e que proporcionará 1.077 novos leitos em toda a rede hospitalar até o final de 2013; a informatização dos serviços, que promove a transparência e assegura agilidade e confiabilidade na marcação de consultas e na regulação de leitos; contratação de mais profissionais, construção de Unidades de Pronto Atendimento e do Hospital da Restinga, além da reforma do Pronto Socorro. “ Nosso compromisso é claro: fazer a diferença na área da saúde, para atender especialmente as pessoas que mais precisam”, afirmou o prefeito.

SEGURANÇA – Fortunati foi questionado também sobre os temas Segurança, Educação e Economia. Sobre Segurança, explicou que tem gestionado junto ao governo do estado para aumento do número de PMs em Porto Alegre. “Já tivemos cinco mil brigadianos na nossa cidade e agora contamos com cerca de metade desse número, por isso temos tratado permanentemente do assunto com o governador Tarso Genro”. O prefeito destacou as iniciativa da prefeitura na área da segurança, com o aumento em mais 100 agentes para a Guarda Municipal, que agora podem portar armas, a troca de toda a iluminação pública que garante mais eficiência e sensação de segurança nas ruas e anunciou a implantação, ainda este ano, do centro de comando integrado, reunindo Brigada Militar, Guarda Municipal, SAMU, EPTC , com controle sobre mais de 200 câmeras de monitoramento, que chegarão a 500 em 2014.

EDUCAÇÃO – Sobre Educação, reafirmou o compromisso com a escola em tempo integral, antecipando que a construção de cinco novas escolas, em condições de receber alunos em tempo integral, já foi aprovada no Orçamento Participativo. A meta, antecipou Fortunati, será atingir 100% da rede municipal com a educação em tempo integral nos próximos quatro anos.

O prefeito revelou também sua satisfação com os índices de desenvolvimento que Porto Alegre vem registrando, tanto assim que em recente ranking internacional foi considerada a segunda cidade brasileira mais atrativa para investimentos, atrás apenas de São Paulo, conquistando 16 posições em apenas um ano. Lembrou também que Porto Alegre tem sido a capital com os menores índices de desemprego. “O conjunto de obras que estamos realizando para a Copa e o futuro da cidade, mostram que Porto Alegre está mudando, com avanços em benefício das pessoas, que é o que importa “, enfatizou.

AGENDA – Neste sábado, Fortunati participa da convenção do PP às 10h na Câmara Municipal e às 11h da convenção do PRB no GTC Estância da Azenha (Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 155). Na segunda-feira, participa da convenção do DEM às 16h, na sede do partido (Rua Polônia, 356) e às 18 h da convenção do PPS, na sede da rua Pelotas, 280. A assessoria de comunicação oferecerá texto e fotos dos eventos.

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